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Avatar 3: Fogo e Cinzas expande Pandora e aprofunda o conflito entre homem e natureza

Avatar

Terceiro filme da saga aposta em novos povos, vilões complexos e uma narrativa marcada pela espiritualidade e pela crítica ambiental

O terceiro filme da série Avatar foi lançado no dia 18 de dezembro e recebeu o título Avatar: Fogo e Cinzas. A história continua acompanhando a vida de Jake Sully e sua família vivendo no mundo de Pandora, uma versão da Terra, porém retratada com o respeito e a dignidade que a natureza deveria ter.

Neste terceiro longa, é apresentada a convivência dos Sully com o povo do recife, uma tribo que possui forte ligação com a água. Ao longo de suas três horas e meia de duração, o filme transita entre momentos de turbulência e cenas de grande espetacularização visual, com imagens que impressionam o público.

O grande conflito do filme envolve a vivência de Spider, o único humano em corpo humano. Como o ar de Pandora é tóxico para ele, seu “pai” acaba decidindo enviá-lo para morar com outros humanos que vivem na base humanitária localizada entre as nuvens. Essa última incursão com a família resulta em um momento ainda mais complicado, quando eles são abordados de forma brusca por um grupo rival: o clã vulcânico dos Mangkwan, que vive em uma extremidade de Pandora e é comandado pela guerreira e vilã Varang.

Em uma subtrama, também acompanhamos o coronel Miles Quaritch, que continua em sua perseguição a Jake Sully, motivado pelo fato de o ex-soldado ter abdicado do exército para se juntar aos Na’vi.

O filme é uma grande odisseia de quase quatro horas e percorre diversas subtramas que culminam em uma premissa bastante atual: vale a pena a exploração em massa de recursos naturais para gerar mais riqueza? O pano de fundo da história segue sendo a relação do ser humano com a natureza.

A vilã com cara de vilã

O grande antagonista da saga sempre foi o coronel Miles Quaritch, mas, neste novo filme, é apresentada a guerreira e líder do povo do fogo, Varang. A personagem se apresenta como uma vítima da sociedade e uma cética da deusa Eywa. Marcada por sua trajetória de sofrimento, ela se transforma em uma figura vingativa. O papel é interpretado por Oona Chaplin, que entrega uma atuação marcante na condução da personagem. Oona é bisneta de Charlie Chaplin.

A personagem é uma das mais cruéis de toda a saga, agindo como uma assassina sem medo ou pudor, o que faz com que o público sinta intensamente as emoções transmitidas em cada fala ou ação.

Já o coronel Quaritch ganha novas camadas. Ao mesmo tempo em que nutre um ódio pela deserção do ex-soldado e agora guerreiro Na’vi Jake Sully, ele também demonstra amor por seu filho Spider, que vive ao lado de seu principal inimigo.

Tudo o que envolve os vilões do filme é bem construído, inclusive o relacionamento entre eles, resultado de uma excelente modelagem narrativa.

Filhos de Jake Sully e a ligação deles com a natureza de Avatar

Outro ponto bastante marcante é a ligação dos filhos do herói da história, o ex-soldado Jake Sully, com a deusa Eywa e com os seres vivos dos Na’vi. Uma das personagens mais importantes do filme, Kiri, filha mais velha de Sully, aprofunda sua conexão com a deusa e acaba assumindo um papel muito relevante, capaz de alterar os rumos da narrativa.

A partir desse aprofundamento espiritual, outro filho de Sully também ganha destaque: Lo’ak, o filho mais velho, que desenvolve uma relação intensa com os tulkun, seres aquáticos lendários da saga. O personagem carrega ainda o peso da culpa e da dor por se sentir um dos responsáveis pela morte do irmão, elemento que contribui para o amadurecimento de sua jornada ao longo do filme.

James Cameron, o entusiasta de grandes mundos

Este é o terceiro filme da saga que estreou em 2009, mas que vem atraindo fãs desde que a ideia foi apresentada por James Cameron ainda nos anos 1990. Cameron demonstra, mais uma vez, seu poder de criar novos mundos e personagens que cativam e levam o público aos cinemas, como já aconteceu em produções como Aliens e Titanic.

O diretor é responsável por três dos cinco filmes de maior bilheteria da história do cinema (Avatar, Avatar: O Caminho da Água e Titanic), e o novo longa já figura entre as maiores bilheterias do ano.

A saga Avatar tende a atrair ainda mais espectadores aos cinemas por conta de sua originalidade. Vale muito a pena assistir.

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