Brasília (DF), 11/07/2025 – Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Guia lançado pela Data Rudder apresenta as mudanças mais recentes do Banco Central e reforça a importância da regulação como instrumento de segurança e competitividade no sistema financeiro
A Data Rudder, empresa especializada em inteligência antifraude financeira, lançou a primeira edição do Radar Regulatório, um guia prático e analítico que reúne as principais atualizações normativas publicadas pelo Banco Central entre agosto e setembro de 2025. Em um momento de rápidas transformações no ambiente financeiro, o material foi desenvolvido para apoiar bancos, fintechs e instituições de pagamento na compreensão e adequação às novas regras que impactam diretamente áreas de segurança, governança, compliance e operação. O conteúdo completo está disponível no site da empresa.
A publicação chega em um contexto de profunda modernização do sistema financeiro brasileiro. A digitalização dos serviços bancários, a popularização do PIX e o avanço dos meios de pagamento instantâneo transformaram de forma irreversível a dinâmica do mercado. Segundo dados do Banco Central, o PIX ultrapassou a marca de 180 bilhões de transações em 2024, movimentando cerca de 17 trilhões de reais. O crescimento de 40% em relação ao ano anterior consolidou o sistema como um dos mais utilizados do mundo, mas também trouxe novos desafios relacionados à segurança cibernética e à prevenção a fraudes, que aumentaram 32% no mesmo período, segundo a Febraban.
O Radar Regulatório mapeia medidas que buscam equilibrar inovação e controle, destacando-se o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução, o MED 2.0, que se tornará obrigatório em fevereiro de 2026. O novo modelo amplia a agilidade e a transparência na devolução de valores em casos de fraude e fortalece a cooperação entre as instituições financeiras participantes do PIX.

O guia também detalha a atualização dos manuais operacionais do PIX, que passam a incorporar exigências mais rígidas de comunicação, auditoria e monitoramento de segurança. A intenção é reduzir o tempo de resposta a incidentes e aumentar a rastreabilidade das transações. Para um sistema que movimenta centenas de milhões de operações por dia, essas medidas representam uma camada essencial de proteção e governança.
Outro ponto relevante da publicação é a ampliação das obrigações impostas às fintechs. De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 2.278/25, essas empresas passam a ser equiparadas às Instituições de Pagamento no reporte de operações suspeitas. Agora, deverão enviar informações via e-Financeira e comprovar sua capacidade de monitoramento, rastreamento e análise de risco. As exigências estão alinhadas às diretrizes da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, e buscam fortalecer a integridade do sistema financeiro diante da expansão das operações digitais.
O documento também explica as novas condições para isenção temporária dos limites de quinze mil reais por transação no PIX e na TED. A dispensa, que pode ser concedida por até noventa dias, depende de requisitos específicos como capital excedente, auditoria registrada na Comissão de Valores Mobiliários e comprovação de mecanismos de segurança ativos em tempo real. As regras, já em vigor, estão previstas nas Instruções Normativas nº 666 e 667 e foram desenhadas para dar maior flexibilidade às instituições sem comprometer a proteção dos usuários.
Para Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, o crescente volume de atualizações e a complexidade técnica das normas exigem um novo posicionamento por parte das instituições. Ela explica que o Banco Central tem assumido um papel mais ativo na arquitetura do sistema financeiro, atuando como regulador e também como indutor de boas práticas tecnológicas e operacionais. Segundo a executiva, acompanhar a regulação deixou de ser apenas uma tarefa de compliance e se tornou uma responsabilidade estratégica. O objetivo do Radar Regulatório é justamente traduzir essas mudanças em informações acessíveis, práticas e baseadas em dados confiáveis.

A CEO ressalta ainda que a regulação é hoje um vetor de competitividade. Países com estruturas regulatórias maduras tendem a atrair mais investimentos e acelerar a inovação, pois oferecem segurança jurídica e previsibilidade ao mercado. No Brasil, essa tendência é evidente: a criação do Open Finance, a implantação do Drex (real digital) e os avanços na regulação de ativos virtuais colocam o país entre as economias mais inovadoras em infraestrutura financeira digital.
O Radar Regulatório se insere nesse movimento ao oferecer uma visão sistêmica das normas e de seus impactos estratégicos. Mais do que um compilado técnico, o guia apresenta uma análise contextual que ajuda as instituições a compreenderem o sentido das mudanças e a se anteciparem às próximas ondas regulatórias. Em um ambiente em que a tecnologia evolui mais rápido que as normas, compreender o ritmo e a direção da regulação é essencial para garantir conformidade e inovação de forma equilibrada.
O lançamento do guia reforça a importância de incorporar o acompanhamento regulatório à gestão estratégica das instituições. A regulação passou a ser uma aliada do crescimento sustentável, capaz de promover transparência, estabilidade e confiança no sistema financeiro. A Data Rudder, ao consolidar e interpretar as normas, contribui para um mercado mais preparado e resiliente, em que a informação se torna ferramenta de competitividade.
O cenário atual confirma que o sistema financeiro brasileiro está em transformação contínua. Com mais de mil e quinhentas fintechs ativas e um dos ecossistemas de pagamentos mais avançados do mundo, o país caminha para um modelo de finanças digitais cada vez mais integrado e seguro. O Radar Regulatório surge como um instrumento fundamental para esse novo momento, ajudando instituições a navegarem em um ambiente em que a regulação não é apenas uma exigência, mas um diferencial estratégico para quem busca crescer com responsabilidade e inovação.












