De acordo com os dados divulgados pelo INPE, Minas registrou mais de 2.000 focos de queimadas em 2025
Entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2025, o Brasil registrou 32.151 focos de queimadas, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em Minas Gerais, foram contabilizados 2.040 focos no período. O Mato Grosso lidera o ranking nacional, com 4.833 ocorrências, seguido por Tocantins (4.365), Maranhão (4.020), Bahia (3.090) e Piauí (2.266). São Paulo aparece na 14ª posição, com 613 focos, um número considerado baixo em comparação com Minas Gerais, que ocupa o 7º lugar na lista.
Com o aumento das temperaturas globais e a ocorrência de secas prolongadas, os incêndios florestais têm crescido. Em 2024, o país registrou mais de 37 mil focos de queimadas, superando os números dos anos anteriores. Para Alexandre Mitidieri, diretor de Negócios da Kidde Global Solutions (KGS), é evidente que o Brasil enfrenta um grande desafio no combate aos incêndios florestais, sobretudo por conta de sua extensão territorial. Segundo ele, é necessária uma mudança de comportamento para enfrentar o fogo com mais eficiência.
Prevenir sempre será a melhor solução
A prevenção dos incêndios florestais passa por ações simples, mas essenciais. Entre elas, evitar jogar lixo ou entulho às margens de rodovias, incluindo bitucas de cigarro e fósforos. “Esses materiais, em contato com a vegetação seca, podem gerar um incêndio incontrolável”, alerta o diretor.
Outro ponto importante é denunciar ao Corpo de Bombeiros (193) ou à Polícia Militar (190) sempre que houver suspeita de atividades como as citadas, ou ao presenciar alguém colocando fogo em lixo para limpar terrenos.
Além dessas ações, é fundamental compreender o perigo dos incêndios e suas consequências. A fumaça proveniente das queimadas representa um sério risco à saúde, podendo agravar ou provocar problemas respiratórios como asma e bronquite. Também reduz a visibilidade, aumentando o risco de acidentes em rodovias.

Uma mudança de mentalidade
Nem sempre o uso de água é suficiente para extinguir incêndios em áreas de mata. Segundo Alexandre Mitidieri, diretor de Negócios da Kidde Global Solutions (KGS), uma das soluções modernas utiliza a combinação de água e LGE (líquido gerador de espuma), que aumenta a eficácia no combate ao fogo.
Um exemplo é o LGE Classe A, usado pelos bombeiros no enfrentamento a incêndios florestais. Misturado à água, ele potencializa o combate, tornando-a muito mais eficaz e reduzindo significativamente a área queimada. “Esse aumento de eficácia no combate ao fogo traz consigo um aumento da segurança dos bombeiros, um aumento da segurança da população em geral e uma redução da área de queima de forma expressiva”, afirma Mitidieri.
No Brasil, o produto começou a ser utilizado em 2022, após a regulamentação da ABNT, e desde então tem mostrado bons resultados. Hoje, é empregado por diversos grupamentos do Corpo de Bombeiros em todo o país.











