O Pier Mauá, no Rio de Janeiro, recebe até o dia 15 de agosto a 5ª edição do Rio Innovation Week, maior conferência de inovação e criatividade da América Latina. Em meio a 35 palcos, mais de 3 mil palestrantes e um público formado por empreendedores, pesquisadores e líderes de diferentes setores, um painel chama a atenção por conectar cultura popular, desenvolvimento econômico e inclusão: “O Carnaval como Indústria Criativa e Motor de Desenvolvimento Social”.
Entre os convidados, está Carla Brito, primeira mulher a assumir a Direção de Carnaval de uma Liga de Escolas de Samba. No mesmo palco estarão o historiador Luiz Antonio Simas e Rafaela Bastos, presidente da Fundação João Goulart, com mediação do jornalista Bruno Chateaubriand.
Carla chega ao evento com um currículo que atravessa todas as frentes da festa, do barracão à passarela, da criação artística à produção executiva e um discurso que vai além da estética e da celebração. “Quero mostrar que o carnaval não é só festa. É uma indústria criativa que gera milhares de empregos, movimenta turismo, comércio, moda, música e tecnologia. Mais que números, ele transforma vidas e fortalece comunidades”, afirma.
Sua presença no RIW carrega também o peso simbólico da representatividade feminina em um espaço historicamente dominado por homens. “É uma conquista que vai além de mim. Representa a abertura de espaço para que mais mulheres ocupem funções de liderança no carnaval, mostrando que competência e dedicação não têm gênero”, diz.
O evento, que este ano tem como tema “Um olhar através da Ética”, promove discussões sobre os impactos da inovação na sociedade e no meio ambiente. Ao inserir o carnaval nesse contexto, o painel amplia a percepção de que manifestações culturais também são motores de transformação social e econômica.
Carla defende um futuro em que tradição e modernidade caminhem juntas. “Minha trajetória me deu uma visão ampla e estratégica. Meu foco é fortalecer a cadeia produtiva e ampliar as oportunidades para todos que fazem essa festa acontecer.”
Mais do que apresentar um case de sucesso, a participação da diretora no Rio Innovation Week joga luz sobre como o Brasil pode olhar para suas expressões culturais com a mesma atenção dada a startups e tecnologias de ponta, reconhecendo nelas um potencial de impacto que vai muito além da avenida.












