O novo treinador de 35 anos é o sétimo no comando do clube carioca desde que se tornou SAF, no final de 2021.
O auxiliar técnico e filho do atual treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, foi selecionado como o novo comandante do time de John Textor, porém, o italiano vai exercer pela primeira vez o papel de treinador de futebol.

Após a eliminação contra o Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o time alvinegro anunciou a saída prematura do técnico português Renato Paiva, que estava no comando do clube desde o final de fevereiro deste ano. O Botafogo veio ao mercado de treinadores, o qual está bem escasso e mirou em uma alternativa ousada. Abriu conversas que interessaram ninguém menos que o filho de Carlo Ancelotti, Davide Ancelotti.
Com um currículo vitorioso com nomes de gigantes da Europa, como Real Madrid e Bayern de Munique, e grandes títulos na carreira, entre eles um Mundial (2022/2023) e duas Champions League (2021/2022 e 2023/2024) pelo Real, Davide terá sua primeira oportunidade como técnico profissional de futebol dentro do time carioca. Mas por que buscaram um auxiliar técnico sem experiência como treinador?
Essa transição não é uma novidade, pois auxiliares adquirem experiência e conhecimento trabalhando ao lado de grandes nomes no meio tático do futebol, conseguem oportunidades como treinadores e montam a sua própria comissão técnica. Um exemplo desse fato é o que aconteceu com Cléber Xavier, atual técnico do Santos, que anteriormente acompanhou Tite desde o começo da sua experiência como treinador e foi adquirindo bagagem até se tornar o atual comandante do alvinegro praiano.
É possível que Davide Ancelotti entrou como “plano A” do Botafogo para uma provável conexão entre o clube e a Seleção Brasileira, visto que o italiano montará sua comissão com alguns profissionais que estavam na amarelinha junto a ele, dessa forma, Carlo Ancelotti se interessaria nos jogadores do time carioca. Contudo, o italiano ainda poderá retornar a Seleção.
Existe uma cláusula no contrato de Davide que permite uma flexibilização do seu trabalho no Botafogo e na Seleção Brasileira, assim, Carlo Ancelotti terá novamente o serviço de seu filho para a Copa do Mundo de 2026, ano que se encerra o acordo do jovem técnico com o Fogão caso as metas não forem atingidas.
A reformulação constante no elenco do Botafogo pode parecer confusa ou inesperada, embora faça parte da característica de uma SAF, ela também ajuda o time a brilhar frequentemente. É fato que a relação do Glorioso com a seleção se tornará estável, o clube busca mais uma vez brilhar na Copa do Mundo com seus atletas, assim como foi nas décadas de 1950 e 1960.












