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Conheça Poppy: a artista multidimensional que vai abrir os shows do Linkin Park no Brasil

Poppy

Com uma carreira que transita entre o pop experimental e o metalcore, Poppy prepara o público brasileiro para uma experiência sonora única ao lado do Linkin Park.

A cantora e compositora Poppy, nascida Moriah Rose Pereira, é uma das atrações confirmadas para abrir os shows do Linkin Park no Brasil em 2025. Conhecida por sua abordagem ousada e eclética, Poppy mistura elementos de pop eletrônico, metalcore e experimentalismo em sua música, criando uma sonoridade única que cativa fãs ao redor do mundo. Sua presença no palco promete ser uma fusão energética e inovadora, preparando o terreno para a performance do Linkin Park.

Poppy iniciou sua carreira no YouTube, onde ganhou notoriedade com vídeos que misturavam elementos de pop e performances artísticas. Com o tempo, ela evoluiu para uma artista multifacetada, explorando diversos gêneros musicais. Seu álbum “Negative Spaces” (2024) é um exemplo claro dessa diversidade, mesclando metalcore com loungecore e apresentando letras introspectivas que refletem sua busca por identidade e expressão pessoal.

A transição de Poppy de um ícone pop experimental para uma estrela do metal não foi apenas uma mudança de gênero, mas um ato de rebelião artística. Em 2020, o álbum “I Disagree” marcou sua guinada radical, abraçando o industrial metal e o nu metal com faixas explosivas como “Concrete”.

Essa reinvenção lhe rendeu a primeira indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal por “Bloodmoney”, solidificando seu lugar na cena pesada.

Seu trabalho mais recente, “Negative Spaces” (2024), continua essa exploração, mesclando o metalcore com o loungecore de forma introspectiva e complexa, refletindo sua liberdade criativa.

A Discografia de Estúdio de Poppy

Poppy possui seis álbuns de estúdio que narram sua transição de uma persona cibernética para uma estrela do metal em pleno domínio de sua arte:

  1. Poppy.Computer (2017)
    O álbum de estreia é o ápice da sua persona de internet. O som é um pop eletrônico futurista e bubblegum, com uma estética lo-fi e J-Pop. Faixas como “Moshi Moshi” e “Computer Boy” consolidaram a imagem de Poppy como uma boneca robótica que satirizava a cultura pop digital.
  2. Am I a Girl? (2018)
    Este trabalho marca o início da transição. Embora ainda traga o eletropop em faixas como “Time Is Up”, a segunda metade do álbum surpreendeu o público ao introduzir elementos mais pesados, como no single “X”, que mistura pop e metal, prenunciando a direção que a artista tomaria.
  3. I Disagree (2020)
    Considerado o álbum de ruptura e seu primeiro grande sucesso comercial no metal. Poppy abandona quase totalmente o pop em favor do industrial metal e nu metal, com uma produção mais agressiva e letras confrontadoras. Este álbum lhe rendeu sua primeira indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal com a faixa “Bloodmoney”, um feito notável para uma artista solo.
  4. Flux (2021)
    Poppy expande seu som além do metal industrial, mergulhando no alternative rock e grunge dos anos 90, com uma abordagem mais orgânica e crua. O álbum é visto como um exercício de versatilidade, mantendo a energia pesada, mas com mais foco na melodia e na instrumentação tradicional de rock.
  5. Zig (2023)
    Uma mudança de direção que dividiu a crítica, Zig é um retorno parcial ao dark pop eletrônico e industrial com uma pegada mais sombria e sensual. Embora tenha sido considerado menos coeso do que seus antecessores, o álbum reafirmou a recusa de Poppy em se limitar a um único gênero.
  6. Negative Spaces (2024)
    Lançado no final de 2024, este álbum é a ressurgência crítica da artista. Produzido em parte por Jordan Fish (ex-Bring Me The Horizon), o trabalho é o mergulho mais profundo de Poppy no metalcore e no alternative metal (com influências notáveis de bandas como Linkin Park e Evanescence), apresentando riffs pesados, screams e refrões pop cativantes.
Poppy (Álbum Negative Spaces) / Foto: reprodução oficial

O ano de 2025 já está marcado por colaborações de alto nível que reforçam a posição de Poppy como uma artista central no metal contemporâneo:

  • Grammy 2025 (2ª Indicação): A artista conquistou sua segunda indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal (Best Metal Performance) pela participação na música “Suffocate” da banda Knocked Loose, consolidando sua credibilidade no gênero.
  • “End of You”: Sua colaboração de grande repercussão com Amy Lee (Evanescence) e Courtney LaPlante (Spiritbox), é um crossover entre gerações de vocalistas femininas do metal, representando um marco na união entre gothic metal, pop e metalcore.
  • “from me to u”: Uma parceria com o grupo japonês BABYMETAL, que mistura o J-Pop com metal, reforçando seu apreço por fusões de gêneros globais.

A conexão com o Linkin Park no palco brasileiro

A escalação de Poppy para a turnê brasileira do Linkin Park em novembro de 2025 é um movimento estratégico que ressoa com o público rock moderno. As apresentações ocorrerão em grandes estádios: Curitiba (05/11) no Estádio Couto Pereira, São Paulo (08/11) no Estádio MorumBIS e Brasília (11/11) na Arena BRB Mané Garrincha.

A proposta de ter uma artista que desafia as fronteiras do gênero é um complemento perfeito para a história do Linkin Park, uma banda que sempre incorporou elementos do nu metal ao eletrônico e ao rap.

Poppy em 2025 representa a quebra de barreiras de gênero. Ela não se limita ao pop ou ao metal, mas usa ambos para transmitir sua arte, garantindo que seu show antes do Linkin Park seja um dos momentos mais comentados da turnê no Brasil.

Último show do Linkin Park no Brasil no Allianz Parque, em São Paulo 2024 / Foto: divulgação oficial

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