Programa soma mais de 30 milhões de visualizações e impulsiona debates sobre saúde pública
Idealizado por Riad Salloum e Leandro Araújo, em 2023, o podcast ‘Diabetes Sem Medida‘ (DSM) já alcança mais de 30 milhões de visualizações no YouTube e em cortes nas redes sociais, liderando o debate sobre a condição de quem vive com diabetes, desmistificando tratamentos e advogando por políticas públicas voltadas a milhões de brasileiros.
O DSM caminha para a sua quarta temporada, encorajando quase 20 milhões de diabéticos no Brasil a buscarem uma vida plena e equilibrada. Misturando humor e informação de relevância, o podcast apresenta quadros de sucesso, como a ranzinza Tia Bete, o Tio Gliceres e o DDD (Dia a Dia do Diabético), além de trazer relatos reais de quem convive com a condição.
O host do projeto, Riad Salloum é diabético e explica de onde veio a ideia de criar um conteúdo acessível sobre o tema:
“Sendo diabético há 38 anos, senti que tinha um lugar de fala para criar um conteúdo que realmente fizesse a diferença na vida das pessoas. O podcast nasceu para mostrar que a diabetes não é uma sentença de morte, mas sim uma sentença de vida equilibrada e consciente”, afirma Riad.
Comunicação com propósito
Leandro Araújo, co-host e responsável pela comunicação do ‘Diabetes Sem Medida‘, explica de onde veio o nome do projeto:
“A escolha do nome ‘Diabetes Sem Medida’ veio com a intenção de gerar um estranhamento positivo, um insight forte. É sobre viver sem medida, medindo a glicemia. Isso traduz a nossa filosofia de que é possível ter uma vida plena, comendo de tudo e com consciência. Eu, que não sou diabético, entrei para somar na comunicação e hoje aprendo todos os dias com a comunidade e com os especialistas.”
Para alcançar o público com ainda mais impacto, o podcast convida especialistas e figuras públicas, como o prefeito e vereadores de Franca (SP), para discutir temas que impactam o dia a dia da comunidade diabética.
Conscientização e políticas públicas
Além de desconstruir a ideia de que pessoas com diabetes vivem cercadas de restrições, reforçando que o essencial é manter o equilíbrio, o podcast tem se consolidado como um importante impulsionador de ações voltadas à saúde pública.
A equipe participa ativamente de propostas legislativas que buscam ampliar o acesso a itens indispensáveis, como glicosímetros, lancetas e fitas de medição para pessoas com diabetes tipo 2, além de incentivar a inclusão da triagem de glicemia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Entre os avanços recentes está a lei aprovada em Franca (SP), que estabelece a Semana de Conscientização da Diabetes, realizada na segunda semana de novembro. A ação é marcada por atividades educativas e pelo projeto Uma gota pela vida, que oferece gratuitamente o teste de glicemia à população.
Avanços no Congresso
Nesta terça-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3472/23, que concede validade por prazo indeterminado ao laudo de diabetes tipo 1. A proposta é de autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO).

O deputado Max Lemos, relator do texto, destacou que não há justificativa para exigir renovações periódicas do laudo de diabetes tipo 1, já que a condição é de origem genética.
“A proposta contribui para a redução de custos e de demandas desnecessárias no sistema de saúde, além de agilizar processos administrativos em diversas áreas, garantindo mais dignidade e menos transtornos aos pacientes”, afirmou Max.
O projeto, que ainda precisa passar pelo Senado, atualiza uma lei de 2006 que garante, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a oferta gratuita de insulina e materiais utilizados no controle da glicemia. Voltado principalmente às pessoas com diabetes tipo 1 (mellitus tipo 1 – DM1), o texto prevê que o fornecimento dos medicamentos não dependa mais da renovação periódica de laudos médicos.
Entendendo o diabetes
O diabetes é uma condição em que o corpo tem dificuldade para controlar a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. Isso ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la corretamente, hormônio responsável por transformar a glicose em energia.
Os tipos mais comuns são o tipo 1, geralmente de origem genética, e o tipo 2, mais relacionado a fatores como alimentação, sedentarismo e predisposição familiar.














Um comentário
Parabéns pela matéria!!