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PM recua e confirma escolta em ato contra violência à mulher no MASP

Mobilização organizada pelo Movimento Nacional Mulheres Vivas está marcada para domingo (7); presença da corporação foi definida após mediação

Após negativas iniciais justificadas por prazos e sobreposição de atos, a Polícia Militar de São Paulo comunicou nesta sexta-feira (5) que fará a segurança do protesto contra o feminicídio convocado para 7 de dezembro na Avenida Paulista, com concentração às 12h no vão do MASP. A decisão foi tomada depois de reunião entre representantes do movimento e a corporação.

O ato, convocado pelo Movimento Nacional Mulheres Vivas em resposta ao crescimento dos casos de feminicídio.

Na quarta-feira (4), a PM havia informado que não poderia garantir policiamento, sob a justificativa de que o pedido havia sido protocolado fora do prazo legal exigido por decreto estadual, que exige antecedência de cinco dias quando há expectativa de público acima de 300 pessoas, e porque já havia comunicado anteriormente uma manifestação antagônica prevista para a mesma data e local.

A negativa gerou críticas de ativistas e parlamentares que argumentaram que a corporação deixava vulneráveis mulheres expostas a violência e a riscos, justamente aquelas que buscam denunciar feminicídios e exigir políticas públicas de proteção.

No entanto, nesta sexta-feira, após mediação e nova rodada de diálogo entre lideranças do movimento e a PM, foi anunciada a reversão da decisão: a corporação acompanhará o ato, oferecendo “escolta e segurança”. A organização do movimento agradeceu a postura e convocou apoio.

Organizadoras afirmam que, apesar da presença policial, o protesto não busca militarizar a pauta, mas garantir que as mulheres possam ocupar o espaço público e expressar sua indignação sem medo. A manifestação integra uma série de mobilizações em todo o país pelo fim da violência de gênero e o enfrentamento ao feminicídio.

A repercussão recente de crimes graves na capital paulista, parte do recorde de 53 feminicídios registrados em 2025 até outubro, motivou o chamado à mobilização e reforça a urgência da pauta.

Os organizadores chamam a atenção para a necessidade de políticas públicas consistentes de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores. A presença da polícia, dizem, não substitui essas medidas, mas pode assegurar que a voz das mulheres seja ouvida em segurança.

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