Foto: Instagram Buzeira
A Operação Narco Bet, deflagrada nesta terça-feira, investiga um esquema milionário que utilizava apostas online e empresas de fachada para movimentar recursos do narcotráfico
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14) a Operação Narco Bet, que resultou na prisão de Rodrigo Morgado e de Buzeira, apontados como integrantes de uma rede responsável por lavar grandes quantias de dinheiro provenientes do tráfico internacional de drogas. A ofensiva cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes estados brasileiros, com apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal.
De acordo com as investigações, o grupo estruturou um complexo esquema de movimentação financeira que envolvia empresas de fachada, casas de apostas online e criptomoedas para ocultar a origem ilícita dos valores. Estima-se que milhões de reais tenham sido lavados por meio dessas operações, mascaradas sob transações aparentemente legais.
Os agentes da PF identificaram que Rodrigo Morgado atuava como articulador financeiro, responsável por coordenar as transferências e manter contato com doleiros internacionais. Já Buzeira seria o operador logístico, encarregado de facilitar a comunicação entre os intermediários e garantir o transporte seguro dos valores vindos do tráfico.
As investigações apontam que a organização tinha ramificações na América do Sul e na Europa, utilizando laranjas e empresas de fachada para remeter dinheiro ao exterior. Parte dos recursos era reinvestida em negócios aparentemente lícitos, como apostas esportivas e comércio eletrônico, com o objetivo de dificultar o rastreamento.
Durante a operação, a PF apreendeu veículos de luxo, documentos, computadores, joias e grandes quantias em espécie. O material recolhido será periciado para auxiliar na identificação de outros integrantes da rede e no rastreamento do fluxo financeiro.
A Operação Narco Bet recebeu esse nome por relacionar o narcotráfico à manipulação de apostas e movimentações ilegais de dinheiro, estratégia que vem sendo cada vez mais utilizada por organizações criminosas para mascarar lucros obtidos com atividades ilícitas.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico internacional de drogas, crimes cujas penas podem ultrapassar 25 anos de prisão.
As autoridades afirmaram que as investigações seguem em andamento e não descartam novas prisões nos próximos dias, à medida que o mapeamento das operações financeiras avança.












