PF prende funcionário da CAIXA em Nilópolis na Operação Recupera por fraude em benefícios previdenciários. Investigação aponta prejuízo de R$ 3 milhões.
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 14/8, um funcionário público da CAIXA integrante de uma organização criminosa especializada em fraudes de benefícios previdenciários e assistenciais.
A ação ocorreu em Nilópolis, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, como parte da Operação Recupera, deflagrada para desarticular o grupo responsável pelos prejuízos.
O investigado havia sido flagrado por câmeras de segurança realizando saques de benefícios fraudulentos na própria agência onde trabalhava.
Segundo a PF, ele inseriu dados falsos no sistema informatizado da CAIXA e liberou cartões de débito em pelo menos cinco ocasiões, favorecendo a organização criminosa. O prejuízo estimado pelos investigadores ultrapassa R$ 3 milhões, com benefícios fraudulentos ativos desde 2022.
A Operação Recupera contou com o apoio da CAIXA e do Ministério Público Federal, que auxiliaram na identificação da estrutura criminosa composta por funcionários e ex-funcionários públicos, falsificadores de documentos e operadores responsáveis pelo saque e repasse dos valores ilegais.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelos crimes de organização criminosa e peculato eletrônico.
“A atuação da Polícia Federal, com apoio de instituições parceiras, demonstra o compromisso com a integridade dos benefícios sociais,” afirmou o delegado responsável pelo caso.
Mais sobre a Operação Recupera

A Operação Recupera foi criada com o objetivo de identificar e desmantelar grupos criminosos especializados em fraudes contra o INSS e a CAIXA.
O foco principal da operação é a inserção de informações falsas nos sistemas que liberam benefícios previdenciários e assistenciais, prática que compromete recursos destinados a cidadãos que dependem do auxílio do governo.
Segundo a PF, a investigação da operação revelou a existência de uma rede complexa envolvendo operadores financeiros, falsificadores e funcionários públicos. “Detectamos saques reiterados realizados de forma estratégica para evitar alertas dos sistemas de monitoramento bancário,” explicou o delegado.
A operação também busca aperfeiçoar os mecanismos de controle interno da CAIXA e do INSS, prevenindo que fraudes semelhantes aconteçam no futuro. “O trabalho conjunto entre instituições é essencial para proteger os recursos públicos e garantir que os benefícios cheguem a quem realmente precisa,” completou o Ministério Público Federal em nota.
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FONTE:
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro












