Entenda porque a permanência de técnicos ainda depende mais de resultados imediatos do que de suas conquistas.
Por muitos anos, a cultura do futebol no Brasil associou o tempo de permanência dos treinadores apenas aos resultados imediatos. Perdeu três partidas seguidas? A torcida entra em modo automático e pede a demissão do técnico, sem avaliar contexto: erros de jogadores, desfalques ou até pênaltis desperdiçados.
Mesmo nomes renomados nao escapam. O passado vitorioso é ignorado, como se nao contasse na equação.
O caso Abel Ferreira: estabilidade em meio à pressão
O exemplo mais atual é o do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, que está no cargo desde outubro de 2020, o mais longevo do futebol brasileiro no século XXI.
Abel chegou ao clube sem grande fama, após a demissão de Vanderlei Luxemburgo, que havia conquistado o Campeonato Paulista pouco antes, mas caiu após uma sequencia ruim.
Com Abel, o Palmeiras conquistou 10 títulos, incluindo duas Libertadores seguidas (2020 e 2021), alem de Recopa, Copa do Brasil, Brasileirão e outros campeonatos.
Ainda assim, com esse histórico vitorioso, há torcedores que pedem a sua saída após resultados negativos pontuais, como prova que o emocional do torcedor se sobrepõe a razão. Mas essa não é uma atitude exclusiva da torcida palmeirense, é uma cultura do futebol mundial de anos existente.
Afinal, o tempo de permanência dos treinadores de futebol deveria levar mais em conta o passado? A resposta parece óbvia para quem analisa de fora, mas dentro dos bastidores das arquibancadas, o imediatismo continua mandando no futebol brasileiro.












6 Comentários
Parabéns pelo texto! Top.
Muito bom, mas fale mais do Corinthians kkkk
Que texto top, parabéns!
O passado só importa na hora de contratar, a permanência depende dos resultados.
Com certeza deve ser levado em conta as conquistas de um treinador não somente uma fase ruim.
Parabéns ótima reflexão.
Abel chorão, tem que ir Vai embora…
Ficou incrível