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A corte coreana considerou o contrato do grupo com a agência ADOR válido até 2029
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O Tribunal Distrital Central de Seul decidiu, nesta quarta-feira (30), que o contrato exclusivo entre o grupo de K-pop NewJeans e a agência ADOR segue válido até 2029. A corte rejeitou o pedido das cinco integrantes — Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein — que buscavam encerrar o vínculo alegando quebra de confiança, manipulação e assédio no local de trabalho.
Segundo o veredicto, a ADOR não violou suas obrigações contratuais de forma grave o suficiente para justificar o rompimento. O juiz destacou que a saída da ex-CEO Min Hee-jin, diretora criativa de NewJeans, não torna o contrato inválido.
Contexto do conflito
Em novembro de 2024, o NewJeans anunciou sua intenção de romper o contrato de exclusividade com a ADOR. As integrantes alegaram ter sofrido manipulação e maus-tratos enquanto trabalhavam na agência. O grupo também afirmou que a remoção de Min Hee-jin da liderança da empresa representava uma quebra de confiança por parte da agência.
Min Hee-jin, que também era produtora criativa do grupo, foi destituída do cargo de CEO da ADOR em agosto de 2024 pela HYBE (conglomerado que controla a ADOR). A HYBE alegou que Min estava tentando tomar o controle total da agência, o que ela negou publicamente, sendo absolvida pela justiça sul-coreana. Após sua saída, o NewJeans exigiu o retorno de Min à empresa, mas o pedido foi recusado pela HYBE.

As acusações e decisão da corte
Entre as acusações feitas pelas integrantes estavam casos de assédio moral, sabotagem e comentários depreciativos. Um dos episódios mencionados envolvia um suposto comentário depreciativo do gerente do grupo ILLIT (da subsidiária BE:LIFT LAB, também parte da HYBE) contra Hanni.
No entanto, a corte não considerou que as alegações tinham evidências suficientes para justificar o rompimento do contrato. Em sua decisão, o juiz afirmou que “não é possível reconhecer que a ADOR violou suas obrigações de forma a invalidar o contrato exclusivo assinado em 21 de abril de 2022”.
A sentença também reforçou que o contrato não exige que Min Hee-jin permaneça na posição de CEO, mesmo que as integrantes confiem profundamente nela.
Em meio à disputa, as integrantes do NewJeans passaram a atuar de forma independente sob o nome NJZ, e chegaram a se apresentar com uma nova música em Hong Kong no início de 2025. No entanto, essas atividades foram suspensas por uma ordem judicial após o processo movido pela ADOR em dezembro de 2024 para confirmar a validade do contrato.
Os próximos passos

Apesar da decisão judicial, os representantes legais do NewJeans afirmaram que vão apelar. Em nota, disseram que as integrantes “respeitam a decisão da corte, mas consideram impossível retornar à ADOR e seguir com as atividades normalmente, já que a relação de confiança foi completamente rompida”.
O caso ganhou repercussão internacional, com opiniões diversas do público. A cantora Kesha, que também enfrentou batalhas judiciais na indústria musical, declarou nas redes sociais: “My heart is with you, NewJeans”.
Segundo uma reportagem da SPOTV News do dia 24, a ex-CEO da ADOR, Min Hee-jin, fundou uma nova agência de entretenimento, a ooak (One of a Kind), que foi registrada no dia 16 de outubro. A empresa seria voltada as áreas de gestão de artistas, produção de distribuição de música, álbuns, performances e eventos. No entanto, não há mais informações sobre suas próximas decisões.
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