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Criada pelo músico Patrick Grant, a data convida o público a expandir horizontes musicais sem preconceitos
A notícia que todos os amantes de músicas excêntricas desejam ouvir. Hoje, dia 24 de agosto, comemora-se o Dia Internacional da Música Estranha, uma data dedicada para quem gosta de navegar no mundo dos sons inusitados.
Origem da data
A celebração foi criada pelo músico nova-iorquino Patrick Grant, com a proposta de explorar gêneros alternativos e ir além dos limites da música tradicional.
O dia surgiu inicialmente como forma de promover seu álbum Fields Amaze (1997) e como homenagem ao aniversário de seu sogro, considerado um mentor musical por Grant. Com o tempo, o movimento cresceu e passou a ser celebrado mundialmente, ganhando o título de “Internacional”.
Para o músico, ouvir diferentes tipos de músicas não amplia apenas o seu repertório musical, mas também a sua visão de mundo. Segundo ele, a ideia é “ouvir sem preconceitos”.
Grant também é conhecido por criar o “Tilted Axes”, uma marcha de guitarras elétricas que se apresentam gratuitamente nas ruas, fazendo paradas em diversos pontos da cidade. O evento teve recriações em outros países, incluindo o Brasil.
Como aproveitar o Dia da Música Estranha?
A ideia é simples: dar a chance ao excêntrico. Explore gêneros que não costuma ouvir, pode ser uma faixa com ruídos estranhos ou uma fusão inusitada de estilos musicais.
Compartilhar essas descobertas também faz parte da experiência, permitindo com que mais pessoas saiam de sua zona de conforto sonora. Além disso, é a chance de estimular sua criatividade e expandir sua percepção artística.

Conheça alguns gêneros experimentais
Outsider music
Criado frequentemente por músicos autodidatas, apresenta uma sonoridade caseira, geralmente gravados fora de estúdios profissionais. As músicas são caracterizadas por sua autenticidade e arte ‘crua’, livre da influência de vanguardas tradicionais. Os nomes do gênero incluem The Shaggs, Daniel Johnston, Wesley Willis e Tiny Tim.
lowercase
Popularizado pelo músico Steven Roden, esse estilo edita e amplifica sons de ambiente, trazendo detalhes minimalistas na composição. Em seu álbum “Forms of Paper”, o músico explorou unicamente sons de papel.
Vaporwave
Nascido na internet nos anos 2010, simula a estética dos anos 80 e 90, trazendo elementos visuais do cyberpunk e esculturas neoclássicas. Inclui vários subgêneros, como Simpsonwave, Fashwave e Dreampunk.
Kawaii metal
Originado no Japão, combina a leveza dos idols de J-pop (pop japonês) com a agressividade do heavy metal. O contraste entre os vocais fofos e os instrumentais pesados popularizou o grupo Babymetal, considerado o pioneiro do estilo.
Crank wave
Termo criado pelo jornalista Mark Beaumont, define bandas que unem a intensidade das guitarras e vocais em uma mistura que, segundo ele, se assemelha a um “ataque psicótico”. Inspirado no pós-punk, o gênero explora estruturas e instrumentação não-convencionais, combinado com um vocal parecido com a fala.
Skweee
Gênero nascido na Suécia e Finlândia, o termo foi criado pelo músico sueco Daniel Savio. Combina o chiptune (sons gerados por computadores) com bases no funk, r&b e soul, buscando trazer a maior quantidade de sons interessantes possível em uma música.
O Dia Internacional da Música Estranha surge como uma oportunidade para apoiar artistas independentes, que fogem muitas vezes dos padrões impostos pelas músicas comerciais. E você, já sabe qual músico vai explorar para expandir sua playlist?
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