A medida vem depois do último assalto, onde foram roubadas joias preciosas
Nesta última quarta-feira (19), a diretora Laurence Des Cars, que é responsável pelo Museu do Louvre, localizado em Paris, na França; informou que 100 câmeras externas será colocadas no Museu até o final de 2026, para reforçar a segurança do local, após o roubo do último dia 19 de outubro.

Durante audiência na Assembleia Nacional, Laurence des Cars afirmou que os vínculos com a polícia de Paris serão reforçados com a criação de uma “delegacia de polícia avançada dentro da propriedade do Louvre“.
Roubo no Louvre
No dia 19 de outubro, a Galeria Apollo localizada dentro do Museu do Louvre, foi assaltada por quatro ladrões, em plena luz do dia, que roubaram oito peças da coleção de joias e pedras preciosas, de um acervo de relíquias e tesouros da realeza francesa, avaliadas em 88 milhões de euros, que equivale cerca de R$ 550,3 milhões de reais. Ação durou cerca de sete minutos, e ocorreu após 30 minutos da abertura dos portões do Museu, onde dois ladrões entraram por uma janela, enquanto os outros dois esperavam do lado de fora para fugir.

Durante a entrada dos ladrões, ninguém ficou ferido, e não houve nenhum disparo de tiros. O local teve que ser fechado, e os visitantes que estavam no local foram retirados imediatamente do Museu. Apesar de quatro suspeitos terem sido formalmente acusados pelo assalto, as autoridades ainda não conseguiram recuperar as obras roubadas. Investigadores reconheceram falhas na proteção do museu, admitindo que as câmeras externas ofereciam cobertura insuficiente e que a varanda utilizada pelos ladrões não contava com monitoramento adequado.
Reforço na segurança
Após o episódio, o governo francês anunciou que o Louvre passará por um reforço de segurança. Entre as medidas previstas estão a instalação de dispositivos anti-intrusão e a criação de barreiras anti-colisão nas vias públicas próximas, todas programadas para serem concluídas até o fim do ano.

Um relatório divulgado no mês passado pela Cour des Comptes, órgão de auditoria pública da França, apontou que a dificuldade do museu em modernizar sua infraestrutura foi agravada por gastos considerados excessivos na aquisição de obras de arte.
Em resposta às críticas, a diretora do Louvre, Laurence des Cars, afirmou aos parlamentares que mantém total confiança nas escolhas feitas. “Assumo integralmente a responsabilidade por essas aquisições, que representam o orgulho do nosso país e de nossas coleções. O trabalho realizado no Louvre não deve ser visto como concorrente ao enriquecimento das coleções nacionais”, declarou.
Joias Roubadas

Diadema, colar e brincos do conjunto de joias da rainha Maria Amélia e da rainha Hortênsia;
Colar e brincos de esmeraldas do conjunto de joias de Maria Luísa;
Broche conhecido como “relíquia”;
Diadema e grande laço de corpete (broche) da imperatriz Eugênia;
E a nona peça, a coroa de diamantes e esmeraldas da imperatriz Eugênia, que foi encontrada danificada nas proximidades do museu em Paris.












