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Mundial de Ginástica Artística reúne estrelas, polêmica internacional e destaques brasileiros

Flávia Saraiva

Com performances de alto nível e debates nos bastidores, o Campeonato Mundial de Jacarta mostra a força global do esporte e a evolução do Brasil.

Em Jacarta, capital da Indonésia, a ginástica artística é protagonista. Desde 19 de outubro, o Indonesia Arena é palco do 53º Campeonato Mundial da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que vai até o próximo sábado (25). Pela primeira vez, o torneio acontece em um país do Sudeste Asiático e reúne 427 atletas, sendo 254 homens e 173 mulheres, de 75 nações distintas.

O Mundial começou sob tensão política após o governo da Indonésia negar vistos à delegação de Israel, impedindo a equipe de competir. A justificativa oficial foi diplomática, mas a decisão gerou repercussão internacional e críticas da Federação Internacional de Ginástica, que reforçou a neutralidade do esporte. A Federação Israelense chegou a recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), mas o recurso foi negado.

Por ser o primeiro Mundial após os Jogos Olímpicos de Paris, o formato da competição sofreu alterações. Este ano, não há disputas por equipes, e o foco está totalmente nas provas individuais, tanto no individual geral quanto por aparelhos. A mudança abriu espaço para séries mais ousadas e inovadoras, com ginastas buscando se destacar em uma temporada de transição.

No masculino, o japonês Daiki Hashimoto foi o grande destaque, provando por que é considerado o principal nome da ginástica atual. O campeão olímpico liderou a fase classificatória do individual geral com 83,065 pontos, à frente do suíço Noe Seifert (82,499) e do chinês Zhang Boheng (82,331). O Brasil também se destacou com Caio Souza, que garantiu vaga na final do individual geral ao somar 79,166 pontos.

No feminino, a russa Angelina Melnikova, que compete sob bandeira neutra (AIN), assumiu a liderança com 54,566 pontos. Logo atrás, a japonesa Aiko Sugihara marcou 54,099, e a argelina Kaylia Nemour, uma das revelações da temporada, completou o pódio da classificatória com 53,865. As norte-americanas reforçaram o domínio técnico do país, com quatro representantes avançando às finais individuais.

O grande destaque brasileiro foi Flávia Saraiva. Especialista em trave, a ginasta brilhou em seu aparelho favorito e garantiu a segunda colocação na classificatória, com 13,833 pontos, atrás apenas da chinesa Zhang Qingying, favorita da prova, que marcou 14,366.

Experiente e duas vezes finalista olímpica na trave, Flávia optou por simplificar sua série, priorizando a execução perfeita em vez de movimentos mais complexos. A estratégia deu resultado: a brasileira apresentou uma série limpa e precisa.

Confira a entrevista da Flavinha após a prova: https://www.instagram.com/reel/DQEoKdoCiT3/?igsh=aThwcmtmYnpqcWli

As compatriotas Júlia Soares, Júlia Coutinho e Sophia Weisberg também competiram, mas não avançaram para a disputa de medalhas. Rebeca Andrade, a maior medalhista brasileira da modalidade, optou por não competir neste ano.

As finais acontecem entre 22 e 25 de outubro. A delegação brasileira se manteve no pódio nas últimas cinco edições do torneio e alcançou um recorde de seis conquistas no Mundial de 2023. No Mundial de Jacarta, o país terá a chance de ampliar sua coleção de medalhas. O campeonato está sendo transmitido na Cazé TV e no SporTV2.

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