Alimentação equilibrada e atividade física estão entre as principais formas de reduzir riscos
Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia revela que mudanças simples no estilo de vida podem reduzir em até 30% o risco de câncer no intestino, segunda maior doença incidente no Brasil e a que causa mais mortes no país.
Segundo o fitoterapeuta clínico e neurocientista Júlio Luchmann, a adoção de hábitos saudáveis é essencial para frear o avanço da doença. “Medidas que, se adotadas, podem reduzir as estatísticas da doença, que atualmente é a segunda maior em incidência e a que mais mata no Brasil”, alerta o especialista.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), até o fim de 2025 devem ser registrados 45,6 mil novos casos de câncer de intestino no país. A Fundação do Câncer projeta que, até 2040, esse número cresça 20%, chegando a 71 mil diagnósticos anuais.

Fatores de risco e prevenção
O câncer de intestino é mais comum em pessoas com idade acima dos 50 anos, obesidade ou sobrepeso, sedentarismo e alimentação rica em gorduras e ultraprocessados, como embutidos. O consumo excessivo de carnes vermelhas, bebidas alcoólicas e tabaco também elevam o risco. Além disso, fatores genéticos, hereditários, e doenças inflamatórias intestinais podem contribuir para o surgimento da doença.
Para prevenir, Luchmann recomenda uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas, verduras, legumes , cereais, grãos, sementes e laticínios. Manter o peso sob controle, praticar de 40 a 60 minutos de atividade física por dia, não fumar, evitar o consumo de álcool e manter boa hidratação são atitudes que fazem a diferença. “A evacuação regular é muito importante porque as fezes têm substâncias cancerígenas que não devem ficar em contato com a mucosa do intestino”, explica.
Sintomas e rastreamento
Entre os principais sintomas estão sangue nas fezes, dores abdominais, diarreia ou prisão de ventre, emagrecimento rápido e anemia. A Organização Mundial da Saúde recomenda o rastreamento em pessoas assintomáticas por meio do exame de sangue nas fezes. Se o resultado for positivo, deve-se realizar um exame endoscópico, capaz de detectar pólipos — lesões que podem evoluir para câncer. A partir dos 45 anos, os especialistas indicam exames preventivos anuais.













