O mercado de smartphones dobráveis ganha cada vez mais espaço no Brasil, mas o preço ainda é um obstáculo para a popularização.
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Um exemplo é o Motorola Razr 50, lançado há pouco mais de um ano, que combina design sofisticado, desempenho consistente e recursos exclusivos. Apesar disso, o valor de venda ainda pesa no bolso do consumidor brasileiro.
O Informe testou o aparelho, cedido pela loja parceira Smart Bytes, e avaliou os principais pontos positivos e negativos do modelo.
Design e acabamento premium
De imediato, o Motorola Razr 50 impressiona pelo cuidado com os detalhes. A caixa acompanha até um perfume exclusivo da marca, algo pouco comum no setor. O corpo em alumínio reforça a sensação de robustez, enquanto a tela interna flexível de 6,9 polegadas e o display externo de 3,4 polegadas ampliam a usabilidade no dia a dia.
A pegada é firme e agradável, transmitindo a sensação de um produto premium.

O Razr 50 tem uma pegada bem firme apesar de, quando fechado, ser bem enchuto Foto: Motorola
Armazenamento e desempenho
O smartphone chega com 512 GB de armazenamento interno e 12 GB de RAM, sem possibilidade de expansão por cartão de memória. No uso prático, o espaço se mostra mais que suficiente, e a memória garante fluidez mesmo com múltiplos aplicativos e abas de navegador abertos.
No coração do aparelho está o chipset Dimensity 7300x, da MediaTek, que se mostrou capaz de rodar bem aplicativos do dia a dia e jogos intermediários, como Pokémon Unite e Mario Kart Tour. Durante os testes, apenas pequenos engasgos iniciais foram observados no WhatsApp, corrigidos após atualizações de software.
Atualizações de software
A Motorola promete atualizações até o Android 17 e quatro anos de updates de segurança. Embora o suporte seja positivo, ainda fica atrás da rival Samsung, que oferece até sete anos de atualizações em alguns modelos recentes.

O Razr 50 veio com o Android 14 e via receber 3 atualizações, indo até o 17. Foto: Android
Câmeras: versatilidade e criatividade
O Razr 50 aposta em um conjunto fotográfico de respeito. As câmeras externas de 50 MP e 13 MP entregam imagens nítidas e com bom nível de detalhamento. Já a câmera interna também suporta gravações em 4K a 30 fps.
Um dos diferenciais está no uso do formato dobrável: criadores de conteúdo podem gravar e fotografar de forma mais estável e criativa, inclusive utilizando o aparelho parcialmente fechado, no estilo das antigas filmadoras da década de 1990.

Foto tirada com o Razr 50 tem excelente definição, especialmente durante o dia
Experiência de uso com tela externa
O diferencial de um dobrável se revela principalmente na tela secundária. Durante os testes, responder mensagens, atender ligações, ouvir podcasts e até assistir a vídeos pelo visor externo se mostrou prático e eficiente, além de contribuir para a economia de bateria.
Com 4.300 mAh, o Razr 50 alcança um dia inteiro de uso moderado. O carregador de 33 W incluso na caixa permite recarga completa em cerca de uma hora. O aparelho também oferece carregamento reverso, útil para acessórios como fones sem fio e smartwatches.
Ferramentas extras: Smart Connect
Outro ponto de destaque é o modo Smart Connect, que transforma o smartphone em uma espécie de computador. Ao conectar a um hub USB com mouse e teclado, é possível abrir janelas em modo PC ou espelhar o conteúdo em uma TV. A função é útil para atividades leves de trabalho, como navegação, edição de documentos ou videoconferências.

O Smart Connect pode te salvar caso precise de pc para tarefas simples foto: Techradar
O preço como barreira
Apesar de todas as qualidades, o preço ainda é o principal desafio do Motorola Razr 50 no mercado brasileiro. No site oficial da marca, o aparelho custa em média R$ 4.000. O modelo Razr 60, mais recente, chega por R$ 3.799.
Na Smart Bytes, o Razr 50 foi encontrado em promoção por R$ 2.899 à vista no Pix, valor ainda elevado, mas que torna a compra mais acessível para quem busca um dobrável sem ultrapassar os R$ 4 mil.
Perspectivas para o mercado
O Motorola Razr 50 se mostra como um produto que reforça a estratégia da marca em apostar nos dobráveis. O modelo entrega qualidade, recursos úteis e desempenho competitivo, mas enfrenta a barreira do preço em um país onde a busca por custo-benefício ainda é determinante.
Com a chegada de novos concorrentes e a tendência de queda gradual nos valores dos dobráveis, o futuro pode reservar um espaço maior para o Razr 50 e seus sucessores no mercado brasileiro.
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