Baixa remuneração e mercado saturado no Brasil impulsionam médicos a buscar oportunidades e revalidação de diploma na Europa, especialmente na Itália. Crédito: Freepik
Com o mercado saturado e a desvalorização profissional em alta no Brasil, cresce o número de médicos que buscam oportunidades em países europeus, especialmente na Itália
O aumento da concorrência e a pressão por melhores condições de trabalho têm levado médicos brasileiros a buscar alternativas fora do país. De acordo com a Demografia Médica no Brasil 2024, o país ultrapassou a marca de 600 mil médicos, mais de quatro vezes o total registrado em 1990, quando havia cerca de 131 mil profissionais.
Segundo Gabriela Rotili, médica psiquiatra e CEO da DNN Learning, instituição brasileira voltada à orientação para médicos que desejam exercer a profissão no país europeu, a decisão de emigrar costuma ir além da busca por reconhecimento profissional, mas também envolve a qualidade de vida e organização da rotina.
“Para muitos médicos, essa é uma escolha orientada pela busca de condições de trabalho sustentáveis e perspectiva de longo prazo”, frisa Gabriela.

Mercado saturado e desvalorização
O crescimento acelerado tem impactado diretamente a remuneração e as condições de trabalho, sobretudo para quem está no início da carreira. Devido a saturação do mercado nacional e a percepção de desvalorização profissional, muitos passam a considerar oportunidades em países europeus, com destaque para a Itália.
“Existe uma procura crescente por informações sobre processos de revalidação e atuação médica na Europa. Muitos profissionais avaliam que, apesar da formação extensa e de alto investimento, o retorno no Brasil nem sempre acompanha as expectativas de estabilidade e progressão na carreira. Na Itália, há demanda real em diversas regiões, e o processo de revalidação, embora rigoroso, é estruturado e segue etapas claras”, afirma Gabriela Rotili.
Falta de médicos também na Europa
A desconcentração geográfica e a escassez de médicos não são desafios exclusivos do Brasil. Diversos países europeus enfrentam dificuldades semelhantes.
Na Itália, projeções de conselhos médicos e entidades setoriais indicam que o país poderá registrar, nos próximos anos, uma falta significativa de médicos, especialmente em cidades pequenas e médias. Entre os fatores que explicam esse cenário estão o envelhecimento da população e a aposentadoria de profissionais sem reposição proporcional.
“Existe uma procura crescente por informações sobre processos de revalidação e atuação médica na Europa. Muitos profissionais avaliam que, apesar da formação extensa e de alto investimento, o retorno no Brasil nem sempre acompanha as expectativas de estabilidade e progressão na carreira. Na Itália, há demanda real em diversas regiões, e o processo de revalidação, embora rigoroso, é estruturado e segue etapas claras”, explica Rotili.
Cidades pequenas ganham protagonismo
Para os brasileiros que cogitam a mudança, cidades médias e pequenas italianas despontam como alternativas atraentes, oferecendo ambientes menos competitivos, maior demanda e possibilidade de estabilidade.
A tendência, segundo especialistas, deve continuar nos próximos anos, já que o Brasil segue ampliando o número de formandos enquanto a Europa enfrenta a necessidade crescente de reposição da força de trabalho em saúde.
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