Na manhã deste domingo (23), o presidente Lula comentou sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por violar medidas cautelares. A declaração de Lula foi feita enquanto discursava na Cúpula do G20, onde evitou comentários incisivos mantendo a conduta de preservar as decisões do judiciário brasileiro.
“Eu não faço comentário sobre a decisão da Suprema Corte. A justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo o direito à presunção de inocência” disse Lula. O presidente reafirmou a soberania da justiça, relembrando o tempo de investigação e processos até a condenação e finalizou com “todo mundo sabe o que ele (Bolsonaro) fez”.
A prisão de Bolsonaro

Bolsonaro foi preso na manhã do sábado (22), depois de violar a tornozeleira eletrônica após seu filho Flávio Bolsonaro convocar uma vigília diante da residência de Jair. A justificativa para a prisão foi risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública.
” O tumulto causado pela reunião ilícita de apoiadores do réu condenado tem alta possibilidade de colocar em risco a prisão domiciliar imposta e a efetividade das medidas cautelares, facilitando eventual tentativa de fuga do réu” relatou o ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão pela Trama Golpista, cumpria prisão domiciliar e foi encaminhado para uma Salão de Estado-Maior, onde Lula também esteve preso nos anos de 2018 e 2019.
Na audiência de custódia, Bolsonaro justificou a violação como um “surto” por uso de medicamentos, mas não convenceu a justiça e ficará preso por tempo indeterminado. A prisão será reavaliada a cada 90 dias.
Algumas das medidas determinadas são:
- Atendimento médico permanente ao custodiado.
- Necessidade de autorização prévia do STF para quaisquer visitas, exceto advogados e equipe médica.
- Cancelamento das autorizações de visitas concedidas no âmbito da AP 2668.
Lula na Cúpula do G20

Além da prisão de Bolsonaro, Lula reforçou a capacidade do Brasil de realizar grandes eventos, após discurso indelicado do chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. O presidente também minimizou a ausência dos Estados Unidos, afirmando que o G20 continua unido e que em outras edições, outros países também se ausentaram.
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