Foto: Quintal da Artes – Nova Iguaçu
Obra reúne biografias, imagens de arquivo e registros cartográficos para reconstruir a memória da antiga região de Iguassú, preservando nomes esquecidos e valorizando a identidade local
No dia 12 de setembro, às 19h, o Quintal das Artes, no Complexo Cultural Mário Marques, em Nova Iguaçu, será palco do lançamento do livro ilustrado “Personalidades Históricas de Iguassú – IMPÉRIO”. A publicação oferece um mergulho na história da cidade, antes chamada Iguassú, por meio de biografias de figuras que viveram na região durante o Brasil Imperial, destacando seu papel político, social e cultural.
O projeto
A obra foi idealizada pelo pesquisador histórico e produtor cultural Mario Marcelo, com produção de Marcos Carneiro e Rosi Mohr. A pesquisa contou com coordenação do historiador Hugo Delphim e direção de Edson Macedo Ribeiro. O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Pesquisa e Publicação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, em parceria com a Prefeitura de Nova Iguaçu, Secretaria Municipal de Cultura e FENIG, além do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Personagens resgatados
Entre os destaques está Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho, o Marquês de Itanhaém, nascido na fazenda de Marapicú, em Iguassú, que foi tutor de D. Pedro II. A obra também recupera a trajetória de Maria Isabel de Alcântara Bourbon, a 2ª Condessa do Iguaçu, filha de D. Pedro I com a Marquesa de Santos, e do Frei Francisco de Santa Teresa de Jesus Sampaio, conhecido como Frei Sampaio, um dos principais oradores de sua época e apoiador da Independência do Brasil.
O livro dá espaço ainda a personalidades afrodescendentes, como o abolicionista Silvino Hipólito de Azeredo Coutinho, nascido em Cachimbau em 1859 e fundador do jornal Correio da Lavoura, ainda em circulação. Figuras como Duque de Caxias, II Barão do Paty do Alferes, Barão dos Palmeiras, Visconde de Inhomirim e Barão de Jacutinga também integram o conjunto biográfico.
Com um trabalho gráfico que inclui mapas e cartografias, a publicação mostra como se organizavam as freguesias de Sant’Anna das Palmeiras, Santo Antônio de Jacutinga e Nossa Senhora da Piedade do Iguassú, comparando os registros do passado com a configuração atual da cidade.
As páginas também apresentam imagens de arquivo cedidas por instituições como Biblioteca Nacional, Museu Imperial de Petrópolis e Instituto Moreira Salles, além de coleções pessoais e acervos acadêmicos, como os do professor Luis Carlos Reis, da UFRRJ. O livro se apoia em pesquisas de historiadores como Edson Ribeiro, Amauri Telles de Menezes, Antônio Lacerda e Luíz Cláudio Almeida dos Santos.
Valor histórico e cultural
Segundo os realizadores, o projeto busca combater o apagamento histórico e ampliar a compreensão sobre o papel de Nova Iguaçu no período imperial, destacando personagens de diferentes origens e trajetórias. Para professores, estudantes e pesquisadores, o livro se apresenta como um recurso didático e cultural, fundamental para a preservação da memória local.
Nas orelhas da obra, os produtores Rosi Mohr e Marcos Carneiro ressaltam a importância de registrar as histórias de Iguassú como parte essencial da identidade brasileira, reforçando que compreender o passado é também uma forma de interpretar o presente.












