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Kim Kataguiri cobra transparência do Turismo sobre apresentações culturais exibidas na COP30

Foto: Reprodução

Deputado quer detalhes sobre custos, critérios de seleção e processos de contratação de performances que ocorreram na Green Zone, após viralização de vídeo com grupo paraense

O deputado federal Kim Kataguiri (União SP) acionou o Ministério do Turismo para esclarecer como foram feitas as contratações de atrações culturais exibidas na COP30, após a circulação de imagens mostrando performances realizadas na área da Green Zone. Em um requerimento de informação apresentado nesta quarta feira, o parlamentar pressiona a pasta por dados completos sobre gastos, editais e critérios que embasaram as escolhas das apresentações artísticas do evento.

O pedido protocolado por Kataguiri busca acesso integral aos documentos administrativos que autorizaram a participação dos grupos culturais na conferência, incluindo valores empenhados, cópias de editais e informações sobre possíveis processos seletivos. O parlamentar afirma que a iniciativa pretende garantir que o Congresso possa acompanhar o uso de recursos públicos destinados às atividades paralelas da COP30, especialmente aquelas promovidas em espaços abertos ao público.

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O estopim para o requerimento foi um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais, mostrando artistas vestidos como animais amazônicos engatinhando pelo espaço. O grupo, conhecido como Bicharada do Juaba e tradicional de Cametá, no Pará, mantém a performance há mais de cinco décadas como manifestação da cultura local.

Apesar de reconhecer o valor cultural da apresentação, Kataguiri quer que o ministério esclareça se houve seleção pública, quais critérios orientaram a escolha do grupo e se a contratação utilizou verbas da própria pasta. Segundo o deputado, eventos de caráter internacional exigem rigor na demonstração de interesse público e na avaliação do retorno social das ações financiadas.

Para ele, a visibilidade global da COP30 aumenta a necessidade de controle e transparência. “Em meio a um encontro dessa magnitude, é fundamental que os gastos sejam justificados e que se comprove que as apresentações refletem objetivos institucionais, e não apenas iniciativas promocionais”, argumenta o parlamentar no requerimento.

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