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Kataguiri vai à Justiça contra decreto que oficializa funções de Janja no Planalto

Kim Kataguiri entra com ação popular para barrar decreto de Lula que cria estrutura administrativa para Janja no Planalto.

Deputado questiona legalidade de norma que cria estrutura oficial de apoio à primeira-dama

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) entrou nesta terça-feira (14) com uma ação popular para suspender o Decreto nº 12.604/2025, assinado pelo presidente Lula. A medida amplia o papel institucional da primeira-dama, Janja da Silva, dentro do Gabinete Pessoal da Presidência da República.

Deputado aponta irregularidades no decreto

Kataguiri afirma que o texto é inconstitucional por criar uma nova função pública ao determinar que a Casa Civil e o Gabinete Pessoal do Presidente devem “apoiar o cônjuge do Presidente da República no exercício das atividades de interesse público” . Segundo ele, o decreto transforma uma atividade pessoal em estrutura administrativa, custeada com recursos públicos e cargos comissionados.

O parlamentar diz ainda que a norma fere os princípios da moralidade, da impessoalidade e da legalidade, ao criar atribuições sem base legal e sem previsão na Constituição.

Kataguiri também cita parecer da Advocacia-Geral da União, previsto na Orientação Normativa nº 94/2025, que define a atuação do cônjuge presidencial como simbólica, voluntária e não remunerada, sem poder para assumir compromissos oficiais.

Na ação, ele pede que a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizem a aplicação do decreto, para evitar o uso de recursos públicos em atividades de caráter pessoal.

Kataguiri já havia questionado gastos da primeira-dama

Kim Kataguiri entra com ação popular para barrar decreto de Lula que cria estrutura administrativa para Janja no Planalto.
Presidente Lula com a primeira-dama, Janja, em imagem de arquivo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Essa não é a primeira vez que Kataguiri questiona o uso de recursos públicos envolvendo a primeira-dama. Em fevereiro, o parlamentar apresentou uma representação à Controladoria-Geral da União pedindo investigação sobre as despesas da viagem de Janja a Roma, realizada no início do mês.

Na ocasião, ele apontou que os custos totais da comitiva superaram R$ 292 mil, incluindo passagens e diárias, sendo cerca de R$ 34 mil apenas em passagens da primeira-dama. Kataguiri argumentou que Janja não possui cargo público que justifique o custeio das despesas com dinheiro federal.

“A utilização de recursos públicos para financiar a viagem de uma pessoa sem cargo oficial pode configurar improbidade administrativa”, afirmou o deputado à época.

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