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Juros altos abrem brecha para compra de imóveis na planta

Com Selic estável e INCC controlado, especialistas apontam que o momento favorece quem busca investir antes da queda dos juros 

Com a taxa de juros estabilizada e perspectiva de queda, especialistas apontam que o momento é ideal para quem deseja investir em imóveis na planta, aproveitando preços ainda atrativos e expectativa de valorização.

Selic estável abre espaço para retomada dos investimentos

O atual cenário de estabilidade da taxa Selic, após um longo ciclo de altas, tem se mostrado um momento estratégico para quem planeja investir em imóveis na planta. Segundo especialistas do setor, o período que aparenta ser de cautela pode, na verdade, representar uma das melhores oportunidades de compra dos últimos anos, combinando correção moderada das parcelas e expectativa de valorização com a redução gradual dos juros.

Desde 2021, o Banco Central elevou a Selic de forma contínua para conter a inflação, o que freou o ritmo de investimentos e encareceu o crédito imobiliário. A medida, apesar de necessária para equilibrar os preços, acabou resultando em um desaquecimento dos investimentos na economia real, especialmente no ramo imobiliário. Agora, com a taxa estabilizada em torno de 15% ao ano e sinais de que o patamar atual marca o topo do ciclo, o mercado começa a enxergar o início de uma virada — um cenário promissor para quem deseja adquirir um imóvel.

Créditos: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Momento ideal para quem quer comprar na planta

“Esse momento que muitos interpretam como de espera pode ser, na verdade, o ideal para quem pensa em comprar um imóvel na planta”, avalia Rodrigo Zaborowsky, COO da Zabo Engenharia.

O executivo explica que a combinação entre a Selic estável e um Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) próximo de 7% cria condições vantajosas para o investidor. “Ao adquirir uma unidade na planta, as parcelas são corrigidas pelo INCC, enquanto o patrimônio investido rende CDI. Essa diferença tende a beneficiar quem entra agora, antes da queda dos juros”, afirma Zaborowsky. O que torna o valor do imóvel um atrativo e facilita a aquisição.

Travamento de preço e planejamento estratégico

Outro fator favorável é a possibilidade de travar o preço antes da valorização natural que costuma acompanhar a redução das taxas. Além disso, o financiamento bancário pode ser postergado para uma fase mais favorável do ciclo econômico. “É uma estratégia que permite aproveitar a fase de estabilidade para planejar o investimento e colher os frutos em um ciclo futuro de expansão”, complementa o executivo.

Mercado já reage ao novo cenário

A tendência já se reflete no comportamento do mercado. No Symmetry, empreendimento recém-lançado pela Zabo Engenharia na Rua Augusta, em São Paulo, cerca de 90% das unidades foram adquiridas por investidores, muitos vindos de outras regiões do país. “Grande parte dos compradores enxerga o imóvel como ativo de renda ou reserva de valor, com potencial de valorização relevante nos próximos anos”, relata Zaborowsky.

Novos empreendimentos refletem mudança de comportamento

Além das oportunidades financeiras, os novos projetos também refletem as mudanças de comportamento pós-pandemia, com foco em bem-estar e qualidade de vida. “As pessoas passaram a valorizar mais o tempo em casa”, diz o executivo. “Por isso, os empreendimentos atuais oferecem infraestrutura completa, com áreas de convivência, academias, coworkings e espaços de lazer, aproximando o padrão brasileiro ao de grandes centros como Nova York e Miami.”

Investimento com foco em valorização e segurança

Para o especialista, o fim do ciclo de alta e a perspectiva de queda dos juros formam um ambiente propício para quem busca unir planejamento, valorização e segurança em um investimento de longo prazo. “É o momento de se posicionar bem para o próximo ciclo econômico”, conclui o executivo.

A compra de um imóvel na planta segue sendo uma prática consolidada no Brasil, atraindo tanto investidores quanto consumidores que buscam personalização e melhores condições de pagamento. Embora envolva riscos e custos adicionais, especialistas reforçam que, com o devido acompanhamento jurídico e planejamento financeiro, essa modalidade pode representar uma excelente oportunidade de valorização futura.

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