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De canibal a pastor: A transformação de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira

Jorge Beltrão (2012) / Jorge Beltrão em vídeo alegando ter se tornado pastor

Condenado por canibalismo, Jorge retorna como pastor e reacende debates sobre redenção

Condenado por um dos crimes mais brutais da história recente do Brasil, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, conhecido como um dos “Canibais de Garanhuns”, voltou aos holofotes após surgir em um vídeo gravado dentro de uma penitenciária se apresentando como pastor evangélico.

A gravação, feita na Penitenciária Professor Barreto Campelo (desativada em abril de 2025), mostra Jorge com um violão nas costas, pregando e afirmando ter se tornado uma “nova criatura em Cristo”.

Histórico do crime

O caso veio à tona em abril de 2012, quando os corpos de duas mulheres foram encontrados enterrados no quintal de uma casa em Garanhuns, Pernambuco.

Jorge, junto com Isabel Cristina Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, foi condenado por assassinar mulheres, esquartejá-las e utilizar a carne humana para rechear empadas vendidas na região.

  • As vítimas confirmadas foram Jéssica Camila da Silva Pereira (2008), Giselly Helena da Silva e Alexandra da Silva Falcão (2012).
  • O trio fazia parte de uma seita chamada “Cartel”, que pregava a purificação do mundo e a redução populacional.
  • Jorge chegou a publicar um livro chamado Revelações de um Esquizofrênico, onde relatava alucinações e justificava os crimes como parte de um ritual.

Legislação brasileira sobre canibalismo

Embora o canibalismo não seja tipificado diretamente no Código Penal Brasileiro, ele pode ser enquadrado em diversos crimes:

  • Artigo 121 Homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel): 12 a 30 anos
  • Artigo 211 Ocultação ou destruição de cadáver: 1 a 3 anos + multa
  • Artigo 212 Vilipêndio de cadáver: 1 a 3 anos + multa

A prática pode ainda ser agravada por qualificadoras como motivo torpe, crueldade e ocultação de provas.

No caso dos “Canibais de Garanhuns”, o trio foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver.

A transformação espiritual

Segundo Jorge, sua conversão começou em 2012, ano em que foi preso, após uma conversa com um missionário. Desde então, passou a frequentar cultos da Assembleia de Deus e afirma que “quem está em Jesus, nova criatura é”.

A Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco confirmou que oferece assistência religiosa em todas as unidades prisionais, respeitando a liberdade de crença dos detentos.

Repercussão na web

O vídeo gerou reações diversas nas redes sociais. Enquanto alguns internautas expressaram incredulidade, outros afirmaram que o julgamento cabe apenas a Deus.

A aparição de Jorge como pastor reacende debates sobre fé, ressocialização e os limites da memória coletiva diante de crimes que marcaram o país.

Fonte: TNH1 Nordeste

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