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Japão planeja candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo de 2046.

Mais de quatro décadas após dividir a sede com a Coreia do Sul, Japão mira novo protagonismo ao lado de vizinhos asiáticos na Copa de 2046.

A Federação Japonesa de Futebol (JFA) anunciou nesta semana que pretende liderar uma campanha de países da Ásia e do Sudeste Ásiatico para sediar a Copa do Mundo da FIFA em 2046. A proposta envolve a colaboração entre nações membros das confederações EAFF (Federação de Futebol do Leste Ásiatico) e AFF (Federação de Futebol do Sudeste Ásiatico), em um movimento estratégico para trazer o maior evento de volta ao continente asiático pela primeira vez desde 2002.

A iniciativa surge em meio a discussões internas da JFA sobre planos em relação ao futebol japonês. Segundo a entidade, o objetivo não é apenas sediar o torneio, mas também disputar o título em casa, reforçando a ambição do país de se consolidar entre as potências do futebol internacional até 2050.

“Nosso objetivo é apresentar uma candidatura sólida, em conjunto com outras nações asiáticas, e criar as condições ideias para receber o mundo em 2046”, afirmou um porta-voz da JFA em entrevista à agência Kyodo News.

Com a Arábia Saudita já confirmada como sede da Copa do Mundo de 2034, a próxima oportunidade para o continente asiático sediar o torneio, pelas regras de rotatividade continental da FIFA, apenas em 2046. Isso coloca Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Austrália em posição estratégica para uma candidatura conjunta, modelo que tem sido cada vez mais adotado pela FIFA, como visto nas edições de 2026 (EUA, México e Canadá) e em 2030 (Espanha, Portugal, Marrocos e países sul-americanos para partidas de aberturas).

No entanto, o plano enfrenta desafios logísticos consideráveis. A FIFA exige no mínimo 14 estádios com capacidade para 40 mil torcedores, além de estádios maiores para a semifinal (mínimo 60 mil lugares) e a final (mínimo de 80 mil lugares). Atualmente, o Japão e muitos dos países parceiros não atendem a esses critérios, o que significará investimentos massivos no âmbito de infraestrutura esportiva.

Ainda sem uma candidatura formal apresentada à FIFA, processo que só deve ocorrer na próxima década, a proposta já começa a mobilizar lideranças esportivas da região e pode representar um novo capítulo do futebol asiático.

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