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Itaú Cultural Play estreia mostra “Femininas Plurais” com foco na potência da animação brasileira

A seleção gratuita reúne curtas-metragens premiados que exploram identidade, memória e resistência através de diversas linguagens estéticas das realizadoras do país

A plataforma de streaming Itaú Cultural Play (IC Play) abre sua programação de março com uma homenagem à diversidade e à força feminina no cinema. A partir de hoje, 6 de março, entra em cartaz a mostra “Femininas Plurais”, uma seleção de curtas-metragens que utiliza a versatilidade da animação para narrar histórias de resistência, ancestralidade e autodescoberta. A programação é gratuita e destaca obras de diretoras consagradas e estreantes de diversas regiões do Brasil.

Esta edição foca na pluralidade, estética e narrativa de idealizadoras brasileiras: a mostra reúne títulos (9 no total) que vão desde o documentário animado até a ficção científica, passando por técnicas como aquarela, rotoscopia e 2D tradicional, de diretoras renomadas e estreantes. As obras trazem como foco as diferentes técnicas de animação, abordando os seguintes temas: identidade, memória, ancestralidade e a resistência feminina. Entre os destaques está o premiado “Carne”, de Camila Kater, obra que foi qualificada para o Oscar em 2021 e utiliza diferentes texturas para abordar as fases da vida da mulher e a relação com o corpo. 

Carne, de Camila Kater, faz parte da mostra da plataforma (Crédito: Cineweb)

Destaques da Programação

A curadoria da mostra “Femininas Plurais” apresenta um panorama rico da produção autoral brasileira. Além de “Carne” (São Paulo, 2019), a seleção conta com:

  • “Apneia” (PR, 2019): Dirigido por Carol Sakura e Walkir Fernandes, o curta coleciona mais de 15 prêmios e utiliza a metáfora do mergulho para tratar de traumas de infância. 
  • “Mulher Vestida de Sol” (BA, 2024): Vencedor do Prêmio Grande Otelo em 2024, o filme de Patrícia Moreira explora memórias ancestrais através de uma estética onírica. Com a personagem Liah embarca em uma grande jornada para ter o reencontro da sua essência e acessar as suas memórias de seus ancestrais. O filme faz uso da aquarela, rotoscopia e animação vetorizada para explorar a identidade e espiritualidade.  
  • “Solitude” (AP, 2021): Um marco como o primeiro curta de animação realizado no Amapá, dirigido por Tami Martins, abordando a reconstrução da autoestima após o fim de um relacionamento. Na narrativa, a personagem sai do Deserto do Atacama, que desencadeia em uma passagem pelo Norte do Brasil. O filme fez uso de traços delicados e uma paleta colorida em 2D. 
  • “Mãtãnãg, a Encantada” (MG, 2019): Baseado na cosmologia do povo Maxakali, o filme é falado na língua originária e reafirma saberes indígenas. O filme faz o acompanhamento da travessia de uma mulher que segue o espírito do marido até a aldeia dos mortos. Contando com a direção de  Charles Bicalho e Shawara Maxakali, com a contribuição da comunidade indigena. . 

Inovação e Reflexão Crítica

A mostra também resgata obras históricas, como “Mademoiselle Cinema” (1995), de Helena Lustosa, que utiliza imagens de arquivo para questionar a objetificação da mulher no cinema. Já em um cenário contemporâneo, “Apoptosis” (PA, 2023) dirigida por Brenda Bastos, traz uma narrativa pós-apocalíptica sobre luto, solidão e sobrevivência de duas mulheres, enquanto “Jussara” (BA, 2023) dirigida por Camila Ribeiro, celebra a sabedoria das mulheres negras e a autonomia na maturidade.

A iniciativa reforça o papel da Itaú Cultural Play como vitrine essencial para o cinema nacional, oferecendo acesso democrático a conteúdos que muitas vezes ficam restritos ao circuito de festivais.

Mostra Femininas Plurais, tem a sua estreia hoje, 06 de março de 2026. E poderá ser acessado no link: itauculturalplay.com.br (disponível também em Smart TVs, aplicativos Android/iOS e plataformas parceiras como Claro TV+ e SKY+), de forma gratuita.

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