Table of Contents
Medida estará valendo já para janeiro de 2026; saiba quem será afetado e o destino complicado de Lula após a vitória com a sanção
A partir do ano que vêm, os contribuintes que recebem menos que R$5 mil reais por mês não precisarão pagar o Imposto de Renda (IR). Aqueles que recebem entre R$5.000 e R$7.350 também terão diminuição no valor a ser pago. O presidente Lula sancionou hoje (26) o projeto de lei 1087/2025, que institui a medida que isenta cerca de 15 milhões de pessoas.
O que muda no IR com a medida?
A isenção do imposto de renda já atingia boa parte da população, a que está na faixa de até 2 salários mínimos (R$3.036). Agora, com o teto de R$5 mil, a margem de pessoas isentas aumenta. Para quem ganha entre R$5.000 e R$7.350, a medida terá impacto na cobrança, com a diminuição do valor a ser repassado após a atualização da tabela do IR.
O texto também impõe um aumento progressivo na cobrança do IR de até 10% para quem ganha mais de R$600 mil mensais para compensar a isenção nos cofres públicos. Esse aumento, no entanto, recai somente aos lucros e dividendos apurados até 2025 – quanto a empresa ganha e os repasses para acionistas, que até então, eram isentos de IR –, e não ao salário, que segue a tabela progressiva do IR fixada em até 27,5%.
Fragilidade política
Os recentes choques com a Câmara dos Deputados, liderado por Hugo Motta (Republicanos), por conta da aprovação do PL Anti Facção, e com o Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União Brasil), decorrente da indicação atropelada de Jorge Messias ao STF, dificultam os objetivos eleitorais de Lula para 2026.
No entanto, a sanção da medida é uma vitória para o governo. O petista usou a isenção como promessa de campanha e deve se tornar uma das principais vitrines do Governo Lula 3 para as Eleições presidenciais. Vitrines essas que tendem a se tornar escassas.
O atrito com os presidentes do Congresso Federal pode afetar a imagem de Lula e os resultados eleitorais. A aprovação do fundo de previdência especial no Senado, que pode render um déficit bilionário para os cofres públicos, torna o destino político do presidente ainda mais incerto. Outras “pautas-bomba” podem atingir um governo cada vez mais distante das Casas Federais.
Pela frente, ainda será discutido a PEC da Segurança Pública, o Orçamento Federal para 2026 e a sabatina de Jorge Messias, que podem ser outras propostas de Lula embaraçadas pelo Congresso.












