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Incêndio florestal no sul da França é o maior do país em 80 anos

Foto: Securite Civile via AP / G1

As queimadas atingiram uma área maior que a capital, Paris; uma pessoa morreu

A França está passando por uma das piores crises ambientais da história recente do país, com queimadas florestais que ultrapassam os 15.000 hectares. O fogo já atingiu uma área superior à de Paris, a capital francesa, que é a de maior dimensão tomada por uma única queimada desde 1949. A região da vinícola Corbières, localizada no departamento de Aude, próximo à fronteira com a Espanha e Andorra, foi a mais afetada. No município de Saint-Laurent-de-la-Cabrerisse, o governo local afirma que uma idosa morreu e outras duas pessoas ficaram feridas. 

As chamas teriam começado por volta das 16 horas de terça-feira, na localidade de Ribaute. Cerca de 2000 bombeiros foram mobilizados para conter as chamas na região. Estradas foram fechadas e residências evacuadas. Cerca de 25 casas foram tomadas pelo fogo, forçando moradores e turistas a saírem das proximidades, segundo informação da agência Reuters. Vídeos documentam a passagem de aviões e helicópteros despejando água para controlar o avanço do incêndio sobre as florestas francesas. Sete bombeiros ficaram feridos tentando controlar as queimadas.

Ao chegar em Aude, o primeiro-ministro Francois Bayrou afirmou que o país está passando por “uma catástrofe sem precedentes”. O presidente da França, Emmanuel Macron, comentou na rede social X que “todos os recursos do país foram mobilizados”, e pediu que a população tenha “máxima precaução”. Segundo apuração do portal RFI, a prefeita da localidade de Fabrezan, Isabelle Géa, teria creditado os incêndios à “irresponsabilidade humana”, e cita o hábito de jogar pontas de cigarro para fora das janelas de automóveis, atitude que protagonizou diversas campanhas de prevenção no país. As causas do incêndio ainda estão sob investigação.

Mediterrâneo em ebulição

Focos de queimadas nos últimos 30 dias na parte sul da Europa. (Fonte: EFFIS)

Outros países da região também estão sofrendo com secas e queimadas. Portugal já enfrentou 11.000 hectares de queimadas durante esse verão no Hemisfério Norte, três vezes mais em relação ao ano passado. A cidade de Arouca, a 300km da capital Lisboa, precisou ser evacuada no final da semana passada. O mesmo está acontecendo com a Espanha, que mobilizou centenas de agentes para diminuir as queimadas ao norte do país nas últimas semanas.

Na região do sul da Europa, os países mediterrâneos têm passado por dias de verão extremo, com as temperaturas atingindo altas históricas e os ventos fortes. Esse ambiente torna propício o espalhamento das chamas em larga escala com uma vegetação seca e regiões de seca. No começo de julho, a cidade de Marseille, também no sul da França, foi palco de um grande incêndio, que obrigou a cidade a evacuar algumas áreas e até fechar seu aeroporto. Desde as últimas décadas, os verões no hemisfério norte têm se intensificado, e a crise decorrente do aquecimento global se torna cada vez mais evidente.

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