Daniel Packness, da Firehouse Subs, ao lado de Paulo Boneff, da Gerdau. Foto: Divulgação/ FSB Comunicação
O avanço das mudanças climáticas e a intensificação de eventos extremos vêm impondo novos desafios à gestão pública, à iniciativa privada e à sociedade civil
O II Congresso de Resiliência Climática, realizado em São Paulo, tornou-se um espaço essencial de reflexão e articulação sobre as estratégias necessárias para enfrentar uma crise ambiental que já deixou de ser uma possibilidade futura e passou a fazer parte do cotidiano global.
Organizado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, o congresso reuniu autoridades, gestores públicos, especialistas em meio ambiente e representantes de grandes empresas para discutir soluções voltadas à prevenção e à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O evento reforçou um ponto central: a resposta a essa crise depende de colaboração, planejamento e integração entre todos os setores da sociedade.
As mudanças climáticas já são sentidas com força no Brasil. Chuvas intensas, deslizamentos, enchentes, estiagens prolongadas e ondas de calor extremo têm afetado milhões de pessoas, pressionando governos e instituições a repensarem políticas públicas e mecanismos de resposta. O debate promovido no congresso mostrou que, mais do que agir após as tragédias, é preciso construir uma cultura de prevenção e resiliência, capaz de preparar as comunidades e reduzir os impactos antes que eles ocorram.
Entre os destaques do evento, a Firehouse Subs Brasil apresentou sua parceria com o Movimento União BR e a Defesa Civil por meio da campanha “Centavos que Salvam Vidas”. A iniciativa, implementada em todas as unidades da rede, permite que consumidores façam pequenas doações nos totens das lojas, revertendo os valores para ações de prevenção, socorro e reconstrução em regiões atingidas por desastres naturais. O projeto é um exemplo de como a iniciativa privada pode participar ativamente da construção de comunidades mais seguras e resilientes, conectando propósito social a estratégias de negócio.

O CMO da Firehouse Subs Brasil, Daniel Packness, representou a marca no congresso e compartilhou detalhes sobre a parceria, destacando o valor simbólico e prático da cooperação. “Quando você associa a marca da Defesa Civil a uma atuação concreta, a credibilidade compartilhada é gigantesca. É muito importante criar essa via de mão dupla e ajudar desde o início. Nós já nascemos com esse compromisso enraizado, de ser mais um agente colaborador dentro do ecossistema da União BR e da Defesa Civil”, afirmou.
Packness elogiou ainda o trabalho da Defesa Civil, a quem chamou de “heróis”, e ressaltou que os planos de expansão da rede, que pretende atingir 500 restaurantes no Brasil nos próximos 10 anos, vão contribuir diretamente para o crescimento do programa. “Em todas as transações, os consumidores poderão destinar centavos da conta para a Defesa Civil. É um projeto ambicioso e inspirador, que no médio e longo prazo tem tudo para dar certo”, acrescentou.
O painel em que o executivo participou, intitulado “Parcerias que salvam vidas: sociedade civil e setor privado juntos pela redução de riscos”, contou com nomes como Tatiana Monteiro de Barros, presidente e fundadora do Movimento União BR; coronel Luciano Boeira, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul; Paulo Boneff, líder de Desenvolvimento Organizacional, Diversidade e Responsabilidade Social da Gerdau; e Daniela Zen, gerente de Relações Institucionais do Banco Itaú. A mediação ficou a cargo da major Tatiana Rocha, diretora da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

O encontro foi marcado por um tom de urgência e comprometimento. Os participantes ressaltaram que a intensificação dos desastres ambientais exige uma mudança de paradigma, que transforme a cultura da reação em uma cultura da prevenção. Esse processo passa pelo fortalecimento das instituições, pela educação ambiental e pelo engajamento das empresas em projetos de impacto social e climático.
A discussão sobre resiliência climática ganhou destaque ao longo do evento. O conceito, que vai além da simples capacidade de resistir a desastres, envolve adaptar-se, antecipar riscos e reconstruir de maneira sustentável. Segundo especialistas, a resiliência não depende apenas de infraestrutura, mas também de redes de apoio, informação, solidariedade e confiança, elementos que se constroem coletivamente, com base na cooperação entre governos, comunidades e o setor privado.
O II Congresso de Resiliência Climática também trouxe reflexões sobre os desafios específicos do Brasil. O país, com sua vasta extensão territorial e diversidade climática, enfrenta desde enchentes e deslizamentos no Sudeste até queimadas e secas no Centro-Oeste e Norte. Essa multiplicidade de cenários exige políticas adaptadas às realidades locais e parcerias regionais capazes de mobilizar recursos e conhecimento técnico.
Além dos painéis e apresentações, o evento se consolidou como um espaço de articulação institucional, promovendo o diálogo entre representantes de empresas, autoridades ambientais, gestores municipais e organizações da sociedade civil. A tônica das discussões foi clara: nenhum setor pode agir sozinho diante da crise climática. É preciso somar esforços, compartilhar experiências e integrar soluções.
A iniciativa da Defesa Civil ao promover o congresso reforçou o papel do órgão como articulador de políticas de prevenção e agente de mobilização social. A instituição tem se destacado pela capacidade de reunir parceiros em torno de um objetivo comum: proteger vidas e fortalecer comunidades. Essa abordagem colaborativa reflete uma tendência global, em que a governança climática se constrói a partir da participação e da corresponsabilidade.
Mais do que um encontro técnico, o II Congresso de Resiliência Climática foi uma convocação à ação. Em um cenário de instabilidade climática e urgência ambiental, o evento reafirmou que a cooperação é a principal ferramenta para transformar vulnerabilidade em preparo, risco em planejamento e incerteza em esperança.
A mensagem final que permeou os debates foi unânime: a prevenção é uma construção coletiva, e cada parceria firmada, cada gesto de solidariedade e cada projeto compartilhado representam passos importantes rumo a um futuro mais sustentável, seguro e resiliente.












