Imagem: crédito divulgação
Linha de crédito ganha novas opções e promete juros mais baixos para trabalhadores
Segundo dados da rádio Senado o consignado CLT, já beneficiou mais de 4,2 milhões em março de 2025.
O empréstimo é uma modalidade de crédito para os trabalhadores com carteira assinada.
A informação é da rádio Senado.
O programa permite que os trabalhadores tenham acesso a empréstimos com juros mais baixos do que os praticados no mercado para crédito pessoal tradicional.
Segundo o Ministério do Trabalho, até novembro será concluída a migração dos contratos antigos firmados antes de março e que somam R$ 40 bilhões para o novo sistema.
Essa atualização permitirá que os trabalhadores transfiram suas dívidas para instituições que ofereçam taxas de juros mais competitivas, ampliando a concorrência entre bancos e fintechs.
A partir de outubro, a portabilidade estará disponível para contratos realizados após março, podendo ser feita diretamente pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Já em novembro, será liberado o uso do FGTS como garantia.
Nesse modelo, será possível comprometer até 10% do saldo do fundo e 40% da multa rescisória em caso de demissão, medida que deve ajudar a reduzir significativamente os juros cobrados sobre o crédito.
Atualmente, 70 instituições financeiras estão autorizadas a operar o consignado CLT, oferecendo aos trabalhadores mais opções de escolha e condições mais vantajosas.
Debate no Senado
A utilização do FGTS como garantia dividiu opiniões entre parlamentares. O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) criticou a medida, alertando que os trabalhadores poderiam sair prejudicados financeiramente:
“O governo paga 4% ao ano sobre o FGTS, mas quer que o trabalhador pague até 4% ao mês em juros.
Por outro lado, o relator da medida provisória, senador Rogério Carvalho (PT-SE), destacou que a linha de crédito era essencial para reduzir o custo do dinheiro para trabalhadores que não possuem renda fixa garantida, como servidores públicos.
“Antes, os juros chegavam a 6% ou 7% ao mês. Com o consignado CLT, o crédito estará disponível entre 2,5% e 3% ao mês, uma redução superior a 60% no custo do empréstimo.
Além disso, a conta vinculada do FGTS e eventuais verbas rescisórias serão utilizadas como garantia, diminuindo ainda mais o risco e os juros das operações”, explicou Carvalho.
Especialistas avaliam que a medida pode gerar maior inclusão financeira, mas alertam para a necessidade de acompanhamento do uso do FGTS, de modo que a linha de crédito realmente beneficie os trabalhadores sem comprometer sua reserva de recursos para emergências ou demissões futuras.












