Falta de reforço vacinal é um dos principais fatores que dificultam a estabilização dos casos
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta quinta-feira (7) o Boletim Infogripe referente à Semana Epidemiológica 31, de 27 de julho a 2 de agosto. O relatório mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam elevados entre crianças e idosos, enquanto os registros de Covid-19 seguem em crescimento no Ceará e no Rio de Janeiro. Na Bahia, aumentaram as hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes.
Em comparação com a Semana Epidemiológica 29, observa-se uma leve queda nos casos positivos para síndromes respiratórias. Esse cenário se deve, principalmente, à redução dos casos de influenza entre idosos e de vírus sincicial respiratório (VSR) entre crianças de até dois anos. Confira a tabela a seguir:
| Semana Epidemiológica(SE) | Influenza A | Influenza B | VSR | Covid-19 | Rinovírus |
| Semana 29 | 21,2% | 1,5% | 50,6% | 2,9% | 26,2% |
| Semana 31 | 13,9% | 1,5% | 44,7% | 8,1% | 34,6% |
Apesar da redução em alguns indicadores, o boletim reforça que os casos de SRAG permanecem em níveis de moderado a alto em diversos estados das regiões Centro-Sul, além de alguns estados do Norte e Nordeste.
Os óbitos e estados em estado de atenção
Os profissionais de saúde seguem atentos aos óbitos relacionados à SRAG, que continuam elevados em comparação à Semana 29. De acordo com o boletim, entre as 27 capitais brasileiras, oito apresentam sinal de crescimento de longo prazo e estão em situação de alerta, risco ou alto risco. São elas: Belém (PA), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Já os estados que apresentam incidência de SRAG em níveis de atenção, mas sem sinal de crescimento prolongado, são: Acre, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.
Ficam de fora da lista: Amapá, Ceará, Piauí, Tocantins e Distrito Federal.
A importância de manter a vacinação em dia
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e integrante do Infogripe, Tatiana Portella, enfatizou a importância de que idosos e pessoas imunocomprometidas verifiquem se estão com a vacinação contra a Covid-19 em dia, considerando que precisam receber doses de reforço a cada seis meses.
”Como em alguns estados os casos de SRAG por influenza A continuam altos, também é importante estar em dia com a vacina contra a gripe”, orienta Portella.
Situação nacional da SRAG
Os casos notificados apresentam tendência de queda tanto no longo prazo (últimas seis semanas) quanto no curto prazo (últimas três semanas). Em 2025, já foram registrados 150.625 casos de SRAG com confirmação laboratorial. Desses, 53,5% deram resultado positivo, 34,1% foram negativos e 5,9% ainda aguardam resultado.












