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Governo lança programa de rastreabilidade para cadeias produtivas do agro com adesão voluntária

Iniciativa promete reduzir burocracia, aumentar transparência e integrar dados públicos e privados para agilizar o fluxo de produtos do campo aos portos

O Ministério da Agricultura anunciou, na última terça-feira (18), a assinatura de um protocolo de intenções para a criação de um novo modelo nacional de rastreabilidade das cadeias produtivas do agronegócio. O documento foi firmado pelo secretário-executivo da pasta, Irajá Lacerda, em parceria com representantes da Rio Portos e da Associação Nacional dos Agenciadores do Transporte de Cargas (ANATC).

A proposta integra o Programa Agro Brasil + Sustentável, lançado neste ano, e estabelece um sistema baseado em padrão público de rastreabilidade, com adesão voluntária. O objetivo é garantir mais transparência, auditabilidade e integridade às informações que compõem o fluxo logístico do setor.

Créditos: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/programa-agro-brasil-sustentavel

De acordo com Lacerda, o mecanismo deve reduzir entraves que impactam diretamente a produtividade. “Há produtos do agro que esperam até 50 horas para embarcar nos portos por questões burocráticas que serão eliminadas com o programa”, afirmou.

O novo sistema utiliza tecnologia de leitura automatizada, capaz de integrar dados públicos e privados em tempo real. Essa integração permitirá acompanhar o trajeto dos produtos desde a origem até o destino final, ampliando a segurança e a eficiência do planejamento logístico.

O Ministério da Agricultura firmou um protocolo de intenções para desenvolver um novo modelo nacional de rastreabilidade no agronegócio, integrando o Programa Agro Brasil + Sustentável e propondo um sistema público, voluntário e automatizado que unifica dados públicos e privados em tempo real, permitindo acompanhar cargas desde a origem até o destino; a iniciativa, assinada pelo secretário-executivo Irajá Lacerda em parceria com a Rio Portos e a ANATC, promete reduzir burocracias que chegam a atrasar embarques por até 50 horas, aumentar a transparência, reforçar a sustentabilidade, antecipar exigências internacionais e diminuir gargalos logísticos e custos operacionais, contribuindo para uma cadeia produtiva mais eficiente e competitiva.
Créditos: portalsustentabilidade.com

“A rastreabilidade voluntária é uma das chaves para o futuro do agro. Ela agrega valor, reforça a imagem de sustentabilidade e permite que o Brasil se antecipe às exigências dos grandes mercados globais”, destacou o secretário-executivo.

Segundo o Ministério da Agricultura, o programa deve contribuir também para a redução de gargalos operacionais e para a diminuição do chamado “custo Brasil”. “Além de segurança, o sistema permitirá ganhos de escala, eliminação de gargalos e melhor previsibilidade no fluxo de cargas”, concluiu Lacerda.

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