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Governo do Estado divulga lista dos mortos na Operação Contenção

Polícia Civil mostra que mais de 95% dos mortos na Operação tinham ligação com a facção

O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou, na noite deste domingo (2), o perfil dos mortos na Operação Contenção, que ocorreu na última terça-feira (28), e foi considerada uma das mais complexas ações de combate ao crime organizado já realizadas no estado. Segundo dados da Polícia Civil, dos 117 mortos (excluídos os quatro policiais), 115 foram identificados, e a grande maioria tinha envolvimento direto com o Comando Vermelho (CV).

A análise de inteligência da Segurança Pública revelou que 59 dos mortos possuíam mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante. Entre os 17 sem registros anteriores, 12 exibiam indícios de envolvimento com o tráfico em publicações nas redes sociais.

O relatório também aponta que 62 dos mortos nasceram fora do Rio de Janeiro, sendo 19 do Pará, 12 da Bahia, 9 do Amazonas, 9 de Goiás, 4 do Ceará, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 9 de Goiás, 1 do Mato Grosso, 3 do Espírito Santo, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal. Segundo o documento, há chefes de organizações criminosas de 11 estados atuando no território fluminense.

Governador se posiciona sobre a Operação

Operação
Cláudio Castro (Foto: Governo do Estado)

Cláudio Castro classificou o resultado da operação como um marco no enfrentamento ao crime organizado.

“A apuração concluída é o verdadeiro retrato do cenário que venho insistentemente falando. Foi um duro golpe na criminalidade. Entre os que morreram ao reagir à ação das forças policiais, havia diversos líderes criminosos, inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás”, declarou Castro.

O governador defendeu uma integração nacional no combate às facções e alertou que a expansão territorial do Comando Vermelho exige ações conjuntas entre estados e apoio federal.

“Se não tiver uma integração efetiva de poderes e demais entes, sob a ótica e apoio federal, vamos vencer batalhas, mas não a guerra. Conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e enfrentar criminosos de alta periculosidade depende de ações unificadas e inteligentes. É o início de um grande processo no Brasil”

Polícia reforça que investigações continuam

O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o trabalho de investigação ainda não terminou e que todos os dados estão sendo documentados para garantir transparência e legalidade.

“Essa mínima fração de narcoterroristas neutralizados que não possuíam anotações criminais, nem imagens em redes sociais portando armas, não significa nada. Se eles não tivessem reagido, seriam presos em flagrante pelo porte de fuzis, granadas e artefatos explosivos, por tentativa de homicídio contra os agentes de segurança e também pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Portanto, são narcoterroristas que saíram do anonimato”, disse Curi.

Ele ressaltou que os relatórios finais serão encaminhados aos órgãos competentes.

Estratégia evitou confronto em áreas habitadas

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, destacou que a operação foi planejada para preservar a segurança da população.

“Uma estratégia fundamental foi empurrar os bandidos para uma área de mata, fora da região habitada, no alto do morro. Lá ocorreram os maiores embates. Quem estava na mata, estava em confronto com a polícia”, afirmou Menezes.

A Operação Contenção integra o conjunto de ações do governo fluminense voltadas ao enfrentamento do crime organizado e à contenção da expansão de facções interestaduais no estado do Rio.

Veja abaixo a lista de mortos divulgada:

Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro/ Rafael Campos

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