Com a estreia da versão de Guillermo del Toro marcada para novembro, mergulhe em obras que expandem o imaginário do clássico de Mary Shelley; da literatura gótica ao cinema de horror moderno.
A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e estrelada por Oscar Isaac e Jacob Elordi, promete ser uma das obras mais pessoais do cineasta. Com estreia prevista para novembro na Netflix, o filme reacende o fascínio por uma das histórias mais influentes da cultura ocidental. Para quem deseja mergulhar nesse universo antes da estreia, reunimos uma seleção de obras que ajudam a entender o impacto e a evolução da criatura e de seu criador ao longo do tempo.
Livros para ler antes da estreia
- Frankenstein, de Mary Shelley
- O ponto de partida. Escrito em 1818, o romance é uma meditação sobre ciência, ética e solidão. Ler o original é essencial para entender as camadas que del Toro pretende explorar.
- O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
- Outra obra gótica que dialoga com a dualidade humana e os limites da ciência. Ideal para refletir sobre o criador e sua criatura.
- A Noiva de Frankenstein: Anatomia de um Filme, de Miguel Cane
- Uma análise profunda do clássico de 1935, que influenciou diretamente del Toro. O livro revela como o cinema moldou a imagem do monstro.
- Uma análise profunda do clássico de 1935, que influenciou diretamente del Toro. O livro revela como o cinema moldou a imagem do monstro.
Filmes para revisitar
- Frankenstein (1931), de James Whale
- Com Boris Karloff no papel do monstro, é a versão mais icônica e influente. Del Toro já declarou reverência por essa interpretação. Disponível para aluguel ou compra em plataformas.
- A Noiva de Frankenstein (1935)
- Considerado superior ao primeiro, este filme aprofunda o drama da criatura e introduz novos dilemas éticos.
- Edward Mãos de Tesoura (1990), de Tim Burton
- Uma releitura moderna e melancólica do mito de Frankenstein. Ideal para entender como o arquétipo do “monstro incompreendido” evoluiu. Disponível na Disney+ no Brasil por assinatura.
- Ex Machina (2014), de Alex Garland
- Um Frankenstein tecnológico. A criação de uma inteligência artificial levanta questões semelhantes sobre controle, consciência e responsabilidade. Disponível para aluguel ou compra em plataformas.
Filmes do diretor
- O Labirinto do Fauno (2006)
- Mistura fantasia sombria com realismo histórico. Explora a inocência confrontada com a brutalidade, fazendo um paralelo com a criatura de Frankenstein. Disponível para aluguel ou compra em plataformas.
- A Forma da Água (2017)
- Romance entre uma mulher e uma criatura aquática. Humaniza o “monstro” e discute empatia, rejeição e identidade.
- Pinóquio (2022)
- O próprio diretor traça paralelos entre Pinóquio e Frankenstein. Ambos tratam da criação e da busca por sentido. Assistir ao filme ajuda a entender a sensibilidade de del Toro. Estreou como original Netflix em dezembro de 2022 e permanece disponível no streaming.
Divulgação das imagens do novo filme
As novas imagens divulgadas pela Vanity Fair revelam um visual sombrio e poético, com Jacob Elordi encarnando uma criatura marcada por dor e humanidade, e Oscar Isaac como o obsessivo Victor Frankenstein. Além de Mia Goth, Christoph Waltz, Felix Kammerer e outras figuras ilustres.
A estética gótica e os figurinos evocam um universo trágico e visceral, fiel à essência do romance de Mary Shelley, mas com a assinatura emocional de del Toro.

O diretor, que há décadas sonha com esse projeto, declarou:
“Algumas pessoas acham que sou obcecado por Frankenstein, e provavelmente estão certas. Com o tempo, essa história se fundiu à minha mente — é praticamente uma autobiografia. Não há nada mais pessoal do que isso”
A produção será exibida no Festival de Toronto entre os dias 4 e 14 de setembro antes de chegar ao streaming em novembro, e já recebeu classificação indicativa por conter violência sangrenta e imagens macabras.
Com esse renascimento do monstro, o diretor parece concluir sua chamada “trilogia sobre pais e filhos”, iniciada com A Forma da Água e Pinóquio. E se as imagens já causam impacto, o filme promete ser uma confissão artística. Uma carta aberta sobre criação, abandono e o desejo de ser compreendido.
Fonte: Vanity Fair












