Evento internacional discute economia, clima e tecnologia
O Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda (19) na estância alpina de Davos, na Suíça. O encontro segue até a próxima sexta (23) e reúne líderes políticos, empresários, chefes de Estado, ministros e executivos de grandes corporações com uma expectativa de participação de aproximadamente 3 mil participantes.

Trump no centro dos debates
A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos principais focos desta edição. Será a primeira aparição de Trump em Davos em seis anos, e ele lidera a maior delegação norte-americana já enviada ao evento.
A agenda de Washington promete dominar os corredores do fórum e aumentar o peso das negociações multilaterais.
Trump chega em um momento de tensões acentuadas com aliados europeus, especialmente sobre sua proposta de impor tarifas a países que se opõem à sua controversa insistência sobre a Groenlândia, gerando debates sobre o futuro das relações transatlânticas.
Além das tensões com a Europa, o Fórum acontece em um momento de incerteza sobre o cenário global, com mercados reagindo negativamente a anúncios de tarifas e riscos econômicos, e instituições como o Fundo Monetário Internacional alertando para possíveis impactos nas relações comerciais e no crescimento mundial.

Protestos e segurança
A realização do evento tem sido acompanhada por protestos em Davos e em outras cidades suíças. Centenas de manifestantes criticaram a presença de Trump e a natureza elitista do encontro, levando as autoridades suíças a reforçar significativamente os dispositivos de segurança e logística para o evento.
As forças de segurança também atuaram para dispersar manifestações não autorizadas, especialmente na capital Bern, intensificando o clima de vigilância no país anfitrião.
Presidente Lula não marca presença
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva não vai no Fórum Econômico Mundial. A representante escolhida foi Simone Tebet, que deve participar, na quarta-feira (21), do painel “Rompendo o teto de crescimento da América Latina”.

Geoeconomia e prioridades do Fórum
Segundo especialistas e relatórios divulgados pelo próprio Fórum, a “confrontação geoeconômica”, disputas econômicas travadas como instrumentos de poder política, é vista como a principal ameaça global de curto prazo, potencialmente superior a conflitos armados e desastres naturais em 2026.
Temas como desigualdade global, tecnologia, segurança econômica e reformas institucionais deverão constar da agenda oficial, ainda que dominados pelo contexto de conflitos e pressões estratégicas entre potências globais.
Foto: Fórum Econômico Mundial












