10 estados registram crescimento de SRAG; regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste são as mais afetadas
O novo boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (11/09/2025), aponta crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em dez estados do Brasil. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste apresentam os aumentos mais expressivos. O Sul segue como a única região sem tendência de elevação.
Em muitos estados, o rinovírus é o principal agente identificado em casos graves entre crianças e adolescentes. A Covid-19 também contribui para o avanço da SRAG, sobretudo em adultos e idosos. O cenário é mais evidente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, além do Pará e do Maranhão.
O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações e respostas em saúde pública. A análise corresponde à Semana Epidemiológica 36, entre 31 de agosto e 6 de setembro.
Entre os vírus detectados nas quatro últimas semanas epidemiológicas, os casos positivos foram de rinovírus (48,9%); vírus sincicial respiratório – VSR (20,8%); SARS-CoV-2 (Covid-19) (15,5%); influenza A (8,3%) e influenza B (1,8%).
Os casos de SRAG por influenza A e VSR seguem em queda na maior parte do país. A exceção é o Amazonas, onde ainda há crescimento de VSR em crianças pequenas. No Distrito Federal, influenza A e Covid-19 elevam os registros de SRAG em diferentes faixas etárias.

Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo Boletim InfoGripe, reforçou medidas de prevenção como o uso de máscaras em locais fechados e em unidades de saúde. “Caso crianças e adolescentes apresentem sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em casa em isolamento ou, se precisarem sair, utilizar uma boa máscara”, afirmou.
A pesquisadora também destacou a importância da vacinação contra Covid-19 e Influenza. “Pessoas imunocomprometidas e idosos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses, para se manterem protegidos contra casos graves e óbitos”, explicou.
Em 2025, foram notificados 172.498 casos de SRAG no país. Destes, 91.900 (53,3%) tiveram confirmação laboratorial de algum vírus respiratório. Dos positivos, 24% foram de influenza A, 1,1% de influenza B, 44,2% de VSR, 26,1% de rinovírus e 7,3% de SARS-CoV-2 (Covid-19).
Entre os 10.319 óbitos registrados, 5.435 (52,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.












