Embora a audiência pública tenha sido destinada exclusivamente à discussão do reajuste da tarifa do transporte coletivo, estudantes protestaram contra o decreto que encerra a gratuidade do Passe Estudante, fixando o valor de R$ 2,65 por viagem a partir de 30 de janeiro.
Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba, que reuniu representantes da Prefeitura, da Urbes – Trânsito e Transporte e da Secretaria de Mobilidade (Semob) para apresentar os motivos do reajuste tarifário. Durante a sessão, estudantes de diferentes níveis de ensino acompanharam o debate e se manifestaram contra o fim do passe gratuito, medida anunciada pela administração municipal.

Reajuste após seis anos sem aumento
Segundo a Prefeitura de Sorocaba, o reajuste anunciado tem como objetivo recompor parte dos custos operacionais do sistema de transporte coletivo e da Zona Azul. O último aumento da tarifa de ônibus ocorreu em janeiro de 2019, enquanto a Zona Azul não era reajustada desde 2018.
Ainda de acordo com o Executivo, mesmo com a atualização, os valores aplicados permanecem abaixo da inflação acumulada no período, que foi de 44,41%, conforme o IPCA/IBGE.
O decreto que altera o Passe Estudante
A gratuidade do transporte para estudantes estava prevista no Decreto nº 29.549/2024, publicado durante a gestão do ex-prefeito Rodrigo Manga, onde garantia o passe livre a estudantes a partir de 6 anos de idade, matriculados em cursos regulares da educação básica, supletivos, pré-universitários e universitários, desde que as instituições estivessem localizadas em Sorocaba.
Mobilização estudantil
Durante a audiência, estudantes realizaram manifestações no plenário, entoando o grito de guerra “Passe livre no buzão”. Após o encerramento da sessão, o grupo seguiu mobilizado e tumultuou o sexto andar da Prefeitura Municipal de Sorocaba, exibindo cartazes contra o fim do passe estudantil gratuito.
Com a cobrança do Passe Estudante prevista para entrar em vigor a partir de 30 de janeiro, o tema deve continuar em debate no município. Enquanto a Prefeitura sustenta que o reajuste é necessário para a manutenção do sistema de transporte, estudantes afirmam que seguirão mobilizados em defesa da gratuidade, apontando impactos diretos no acesso à educação e na permanência escolar.












