A nova edição do livro está em pré-venda pela AVEC Editora
Após treze anos da primeira edição, Favelost, do autor, compositor e performer Fausto Fawcett, volta às livrarias em versão revisada pela AVEC Editora, já em pré-venda. A obra mistura crônica, ficção e ensaio, conduzindo o leitor a um Brasil que funciona como laboratório do caos contemporâneo, onde espiritualidade, tecnologia, desejo de transcendência e colapso social se entrelaçam.
Escrito entre 2006 e 2010 e lançado originalmente em 2012, o livro nasceu de um convite da revista Playboy para que Fawcett criasse um conto futurista. O resultado foi uma fábula urbana ambientada em um centro hipertecnológico e decadente chamado Favelost. O autor decidiu expandir a narrativa até transformá-la em romance.
A nova edição inclui observações atualizadas sobre as transformações políticas, sociais e tecnológicas da última década. “Certos aspectos mudaram, mas outros continuam em velocidade de cruzeiro”, afirma Fawcett.

Crítica ao progresso e ao caos do século 21
Para o autor, vivemos uma “avalanche de Apocalipses”: múltiplas crises que atravessam clima, política, saúde mental e tecnologia. O mundo, diz ele, tornou-se uma experiência fora de controle. Nesse cenário, Favelost se apresenta como uma “zona franca do caos”, onde indivíduos tentam escapar de vidas que consideram estreitas demais, pagando, para isso, um preço alto. “É a promessa de uma intensidade vital que cobra um preço”, resume.
Fawcett transforma o capitalismo exacerbado em cenário e personagem, um sistema que transforma precariedade em entretenimento e desespero em performance. Sua crítica vai além da economia e aborda o esgotamento das grandes narrativas, liberais, comunistas, humanistas ou religiosas.
Para ele, o progresso tornou-se um “Frankenstein globalizado”, máquina que avança sozinha, devorando tudo em nome da inovação. É a era do “créuliberalismo”, marcada por velocidade máxima, ansiedade permanente e busca desesperada por segurança e pertencimento. Nesse vácuo existencial florescem as “seitas modernas”, que tentam organizar um mundo cada vez mais instável.
Brasil como palco das vertigens contemporâneas
O autor vê o Brasil como o território perfeito para essas tensões: um país onde contrastes convivem de forma radical, sagrado e profano, futurista e primitivo, êxtase e abismo. “Favelost é o sentimento de vertigem constante. Abismo que nunca chega. Brasil”, define.
A obra dialoga com títulos anteriores de Fawcett, como Santa Clara Poltergeist e Básico Instinto, que também situam o país no centro de acontecimentos extravagantes. Mas, segundo ele, é em Favelost que a mistura entre crônica, ficção e ensaio atinge sua forma mais plena.
Nesta nova edição, Fawcett convida o leitor a revisitar um universo erótico, espiritual e tecnológico que reflete, com ironia e espanto, o mundo atual.
“Venha se inspirar, se divertir, viajar e refletir com essa crônica-ficção-ensaio sobre a atualidade violenta e insana do Brasil e do mundo”, convida.
Jornalista formado pela PUC-Rio, Fawcett é conhecido por unir poesia, delírio e crítica social em obras marcadas pela intensidade e pelas contradições brasileiras. Criador de clássicos como “Kátia Flávia, a Godiva do Irajá” e “Rio 40 Graus”, reafirma com Favelost seu olhar único sobre o país e suas vertigens

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