Fotos: Divulgação/Assessoria de Imprensa
Mostra reúne 220 fotografias da vida no Aglomerado da Serra
O Museu de Arte do Rio (MAR) está recebendo a exposição “Retratistas do Morro”. A mostra reúne cerca de 220 fotografias que revelam a vida cotidiana no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte (MG), entre as décadas de 1960 e 1990. São registros que preservam histórias marcadas por afeto, resistência e identidade cultural.
Retratos de uma comunidade
O projeto nasceu do trabalho de dois importantes fotógrafos: João Mendes e Afonso Pimenta, que começaram a atuar no final dos anos 1960. Parte do acervo também é composto por registros de Ana Oliveira, moradora da comunidade que registrou sua família e vizinhança em monóculos, com imagens que compõem uma memória íntima e afetiva da comunidade.

Cada fotografia mostra um fragmento de memória: aniversários, casamentos, batizados, formaturas, bailes, jogos de futebol e até momentos de despedida. São retratos que, juntos, constroem um mosaico afetivo da vida na segunda maior favela do Brasil.
Fotografia como resistência
A curadoria é assinada por Guilherme Cunha, com acompanhamento da equipe do MAR. Para ele, o acervo revela outras versões da história das cidades e das populações de favela no Brasil. “São histórias secularmente invisibilizadas e que agora adquirem protagonismo por meio da restauração de fotografias que retratam mais de 50 anos de movimentos cotidianos da comunidade”, afirma.
A exposição também traz áudios de entrevistas com fotógrafos e moradores, oferecendo ao visitante a oportunidade de ouvir as vozes por trás das imagens.
Aproximação com o público
A realização do projeto no MAR reforça o compromisso do museu com uma arte plural, que dialoga com as múltiplas vozes que formam a identidade brasileira. A exposição conta ainda com o apoio estratégico da KUBA.












