Foto: Obra de Pedro Varela
Começando nesta quinta-feira (3) começa na Galeria de arte IBEU, no Jardim Botânico a exposição coletiva “Parque”, que reúne trabalhos de Bernardo Magina, Bruno Miguel e Pedro Varela.
Arte contemporânea no Rio de Janeiro: paisagens reinventadas
Pensada em ser uma travessia sensorial, a mostra apresenta pinturas, desenhos e esculturas que transitam entre o real e o inventado, convidando o público a mergulhar em paisagens fantásticas levando-os à experimentar cores, formas e símbolos que evocam memórias familiares, mas que rapidamente se transformam em convites para viagens únicas e pessoais.
“No Parque Lage tem uma gruta construída com direito a estalactites onde foram filmadas as célebres cenas da Cuca no Sítio do Pica-pau Amarelo, e os desavisados vão crer que ali estava a gruta desde sempre. Ou as jovens que vão ao parque para ensaios fotográficos, muitas vezes vestidas de princesas da Disney. Não é mentira, de fato não é um parque temático de Orlando, mas é um lugar mágico o suficiente para fantasiar. É a noção de paisagem se apresentando como uma construção cultural e não como algo dado.” Afirma Bernardo Magina.

Ex-alunos e professores da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, os artistas prestam homenagem direta ao espaço que marcou suas trajetórias. O título da mostra faz referência ao próprio Parque Lage, conhecido por seus jardins e cenários que mesclam natureza e arquitetura, apagando fronteiras entre o que é real e o que é fruto da imaginação.
“Cada um vai achar um lugar na sua mente para lugares físicos outrora experimentados. Abre-se espaço aí para novas histórias: ficções”, afirma Bernardo Magina, lembrando da atmosfera mágica do Parque Lage, cenário de filmagens e ensaios que, segundo ele, reforçam a ideia de paisagem como construção cultural.












