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Exposição transforma o Galeão em palco de conscientização sobre o lúpus

Foto: Ilustração

Mostra “Existe Vida Após o Diagnóstico” destaca histórias reais e quebra o estigma sobre a doença autoimune que já afetou artistas como Selena Gomez e Lady Gaga

O saguão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, se transforma em um espaço de empatia e conscientização a partir do dia 23 de outubro. A exposição “Existe Vida Após o Diagnóstico”, promovida pelo Instituto DÉ Mendonça, Lupus Care, será inaugurada às 10h e contará com a participação da banda marcial dos Fuzileiros Navais. Com entrada gratuita, a mostra ficará em cartaz até 23 de novembro na área de desembarque internacional, convidando passageiros e visitantes a conhecerem histórias reais de quem convive com o lúpus, uma doença autoimune que ainda é cercada de desconhecimento e estigma.

Selena Gomez, Lady Gaga, Toni Braxton, Halsey, Seal, Michael Jackson e Astrid Fontenelle estão entre as celebridades que enfrentam ou enfrentaram o lúpus. Selena Gomez precisou de um transplante de rim após complicações da doença, enquanto Lady Gaga cancelou um show no Brasil, em 2018, por fortes dores relacionadas à condição. Esses casos deram visibilidade a uma doença silenciosa que afeta milhares de pessoasno mundo e pode comprometer diversos órgãos se não for tratada adequadamente.



Foto: Ilustração

A exposição busca romper o silêncio em torno do lúpus e dar voz às pessoas que convivem com o diagnóstico. A proposta combina arte, fotografia e relato humano para mostrar que há vida e possibilidades mesmo após o impacto inicial da descoberta. “Queremos mostrar que o lúpus não define quem somos. Há vida plena e possibilidades após o diagnóstico, e essa exposição é um convite para a sociedade conhecer, respeitar e apoiar as pessoas que convivem com a doença”, explica Eliana Mendonça, presidente do Instituto Lupus Care.

Por meio de retratos e depoimentos comoventes, a mostra apresenta histórias de força e superação de pessoas diagnosticadas com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Cada imagem retrata não apenas o desafio físico da doença, mas a coragem e a determinação de quem aprendeu a conviver com ela. A exposição é uma celebração à resiliência e um incentivo à empatia, valorizando o protagonismo de pessoas que se recusam a serem definidas por uma condição clínica.

O projeto também tem caráter educativo. Painéis explicativos informam sobre os sintomas, formas de diagnóstico e tratamentos disponíveis. O lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca tecidos e órgãos saudáveis, podendo afetar pele, articulações, rins e coração. Embora não tenha cura, o tratamento adequado permite o controle dos sintomas e a manutenção da qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações, mas o desconhecimento sobre o tema ainda é uma barreira.

A curadoria da exposição é assinada pela Crocodillos Comunicação, que traduziu o conceito do Instituto Lupus Care em uma experiência visual e emocional. A mostra é patrocinada pela farmacêutica GSK e pelo Rio Galeão, reforçando a importância de parcerias entre instituições privadas e organizações sociais na promoção de causas de saúde e inclusão. O aeroporto foi escolhido justamente por simbolizar movimento, diversidade e recomeço, uma metáfora para o percurso de quem aprende a viver com o lúpus.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 65 mil brasileiros convivem com o lúpus, a maioria mulheres entre 20 e 45 anos. A doença é multifatorial e pode ser desencadeada por fatores genéticos, hormonais e ambientais. Além do impacto físico, o lúpus impõe desafios emocionais e sociais, já que o preconceito e a falta de informação ainda afastam pacientes da vida profissional e das relações cotidianas.

Durante o período da mostra, o Instituto Lupus Care promoverá atividades educativas e visitas guiadas, com profissionais de saúde e representantes da entidade explicando detalhes da doença e formas de apoio a pacientes e familiares. A iniciativa pretende transformar o aeroporto em um ponto de aprendizado e sensibilização, ampliando o debate sobre doenças invisíveis e a importância do acolhimento social.

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