Visitantes de todo o país lotam o Centro de Eventos São Luís, em São Paulo, e revelam o crescimento do nicho de horror como fenômeno cultural e comercial.
A Horror Expo 2025 reuniu milhares de fãs do gênero terror nos dias 4 e 5 de outubro, consolidando São Paulo como o epicentro latino-americano da cultura sombria e revelando um público cada vez mais diverso e apaixonado.
O Centro de Eventos São Luís, na Consolação, foi palco de uma verdadeira celebração do medo. A Horror Expo 2025 recebeu visitantes de diversos estados brasileiros e de várias regiões da capital paulista, todos unidos pela paixão pelo terror.
Com atrações que iam de cenários imersivos inspirados em clássicos como O Exorcista e Sexta-Feira 13 até sessões de autógrafos com ícones internacionais como Lisa Wilcox (A Hora do Pesadelo) e Osric Chau (Supernatural), o evento mostrou que o horror deixou de ser nicho para se tornar um movimento cultural em expansão.

Famílias, jovens e até crianças circularam entre estandes de literatura, games, cinema e música, provando que o gênero ultrapassa barreiras geracionais e geográficas.
A era do terror social e digital
Viviane Rocha, pós-graduada em sistemas de informação, e Henrique Rocha, personal trainer, visitaram pela primeira vez a Horror Expo 2025. O casal da Zona Sul de São Paulo conheceu o evento pelas redes sociais e decidiu conferir de perto.
“Eu acho que o mercado está se expandindo aos poucos, não agrada a todos mas está melhorando. Invocação do Mal 4, por exemplo, foi bem recebido”, diz Viviane.
Henrique, fã do gênero slasher, acredita que novas produções estão renovando o interesse pelo terror.
Ele destaca o impacto da franquia Terrifier, que vem ganhando espaço entre os fãs: “Para quem gosta de slasher, o Terrifier pode ser o novo ícone do terror e está atraindo mais pessoas para o gênero”, diz.
Ambos elogiaram a acessibilidade da feira, que segundo eles, é pensada para todos os tipos de público. Mesmo sem serem colecionadores, sentiram-se acolhidos pela atmosfera do evento. Sempre apaixonados por filmes de terror, saíram animados com a experiência e foram muito bem recebidos pelos expositores do evento.
Reinaldo Steel, guarulhense conhecido no cenário underground de São Paulo, participou da Horror Expo 2025 como imprensa e visitante. Ele conduz dois canais: “Na Lâmina da Foice” e “Power Trash” voltados ao rock, ao terror e ao metal extremo, além de integrar uma web rádio local.
Segundo Reinaldo, o crescimento da cultura do terror e do rock está ligado à nova geração e às redes sociais, que democratizaram o acesso. Ele lembra que antes era preciso pagar para tocar numa rádio, mas hoje qualquer pessoa pode gravar um CD em casa e divulgar seu trabalho online.
O artista também observa que o Halloween, antes restrito, vem ganhando espaço nas escolas e na mídia brasileira. Para ele, eventos como a Horror Expo ajudam a fortalecer esse nicho independente, que vem se profissionalizando a cada edição.
Sobre a evolução do evento, Reinaldo destaca a qualidade dos cosplays e das atrações interativas:
“Cada ano os cosplay vão ficando mais profissionais, vão ficando reais mesmo, e esse ano teve o labirinto do terror com atores, não era só fantasia. A tendência é crescer mais, é um nicho independente, mas com feiras como essa e outras pelo país, acredito que cresça mais ainda.”
Parâmetro da expo
Segundo os organizadores, a Horror Expo 2025 recebeu mais de 35 mil visitantes ao longo do fim de semana, um aumento de 20% em relação à edição anterior.
O mercado de terror no Brasil também segue em alta: dados da Associação Brasileira de Licenciamento apontam que o segmento movimentou R$ 180 milhões em produtos licenciados em 2025, incluindo filmes, livros, jogos e itens colecionáveis.
Com o sucesso da feira e a crescente demanda por experiências imersivas, o gênero horror se firma como um dos mais lucrativos e influentes da cultura pop nacional, prometendo ainda mais sustos, e faturamento, nos próximos anos.
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