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 Entenda as origens da celebração de Iemanjá

Reprodução/Manu Farias

 Comemorado anualmente em 02 de fevereiro, Iemanjá é homenageada pelos devotos em todo o país

O Dia de Iemanjá é uma das datas mais importantes para as religiões afro-brasileiras. Iemanjá é a orixá das águas salgadas, além de ser frequentemente associada à maternidade e fertilidade. Em muitas cidades brasileiras, mas principalmente nas regiões litorâneas, a data é marcada por diversas homenagens; flores brancas, velas, perfumes e pedidos são entregues ao mar. O mar representa renovação e acolhimento. A data de celebração de Iemanjá foi associada à Nossa Senhora dos Navegantes, figura do catolicismo que simboliza proteção aos mares e aos pescadores.

Divulgação

Em Salvador, por exemplo, pescadores e frequentadores de terreiros se reuniram em barcos para presentar a divindade com suas oferendas. Já em Brasília, a Praça dos Orixás, no Lago Paranoá, aconteceu uma festa com cortejos de carros que levaram uma imagem de dois metros de Iemanjá até o local da celebração. Em todo Brasil, comemorações e rituais foram realizados com intuito de homenagear e reverenciar a protetora das águas.

Com o tempo, comunidades afro-brasileiras consolidaram o dia 02 de fevereiro como o Dia de Iemanjá, criando uma data fixa para as homenagens e manifestações de fé. 

Reprodução/Curta!

 A celebração pelo país

  • Os devotos realizam a entrega de flores e presentes ao mar
  • Ocorrem reuniões religiosas em praias e terreiros
  • Procissões marítimas e terrestres se espalham pelo país
  • O público se reúne para os cânticos, orações e manifestações culturais
  • Por fim, chega o momento de agradecimento e pedidos pessoais

Em entrevista divulgada no portal O Liberal, o professor e mestre em Ciências da Religião, Danilo Barbosa, explica que as tradições de Iemanjá muitas vezes são seguidas até mesmo por quem não tem o costume de cultuar orixás, mas se interessa pela simbologia da divindade, considerada a Rainha do Mar. 

“Diante desta realidade social e de sincretismo, muitas pessoas seguem as tradições sem conhecer suas origens. Então, lançam rosas e bebidas nas águas em fevereiro e dezembro, usam branco na virada do ano e outras ações que estão ligadas às religiões de matrizes africanas; em casos mais extremos, porém não raros, podendo até associar Iemanjá mais com a Igreja Católica do que com os terreiros afro-religiosos.”

Comemoração em homenagem a Iemanjá
Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

Iemanjá, a protetora dos mares e mãe das águas

Originalmente, na mitologia iorubá (da região da atual Nigéria), Iemanjá, ou Yemọjá, é considerada uma divindade do rio Ogun. Seu nome vem da expressão “Yèyé omo ejá” (mãe cujo os filhos são peixes). No Candomblé, por exemplo, é classificada como a mãe de todos os orixás. Ao longo do tempo, ganhou força como uma das orixás mais importantes e respeitadas das religiões de matriz africana.

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