Mais de 22,5 mil negócios foram formalizados por mulheres nos primeiros sete meses do ano, crescimento de 12,8% em relação a 2024
O empreendedorismo feminino no Rio de Janeiro está em plena ascensão. Dados da Junta Comercial do Estado (JUCERJA) mostram que, entre janeiro e julho deste ano, 22.893 empresas foram abertas por mulheres, o que representa 45,3% do total de novos negócios no período. Em comparação com o mesmo intervalo de 2024, quando foram registradas 20.292 empresas femininas, o crescimento foi de 12,8%.
O avanço consolida a presença das mulheres como protagonistas da economia fluminense e reforça uma tendência que vem se intensificando nos últimos anos.
Mulheres que movem a economia
Para o governador Cláudio Castro, o crescimento é reflexo da determinação das empreendedoras e de seu impacto no desenvolvimento estadual.
“ A evolução do empreendedorismo feminino reflete a determinação e a capacidade de inovação dessas empreendedoras. É um movimento que fortalece o desenvolvimento econômico e social do estado, ampliando a geração de emprego e renda para a população, e conta com nosso total apoio”, afirmou o governador.
O exemplo de Chaienne da Silva Ajala, de 36 anos, mostra bem esse movimento. Formada em Administração, ela abriu este ano sua segunda empresa: uma distribuidora de material de limpeza descartável, no bairro de Jardim América.
“ Eu sempre quis ter uma empresa assim. Agora consegui. O processo foi bem rápido e fácil na Junta Comercial. Tudo feito pela internet. Já estive do outro lado do balcão e hoje, com a outra empresa, de distribuição de baterias automotivas, tenho 10 funcionários. São 10 famílias e uma responsabilidade muito grande que assumi, mas está dando certo”, conta Chaienne.

Onde as empreendedoras mais crescem
As cidades que mais se destacaram na abertura de empresas femininas foram:
- Rio de Janeiro: 11.753 novas empresas;
- Niterói: 1.800;
- Duque de Caxias: 764;
- São Gonçalo: 622;
- Nova Iguaçu: 593.
O resultado demonstra que o empreendedorismo feminino no Rio de Janeiro não está concentrado apenas na capital, mas também avança na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana.
Políticas públicas em apoio às mulheres
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Fernanda Curdi, os números refletem também a implementação de políticas públicas voltadas ao setor.
“ O resultado é uma demonstração do sucesso das iniciativas que o Governo do Estado tem implementado em prol do empreendedorismo feminino. São ações que reforçam o protagonismo da mulher no cenário econômico fluminense e apontam para mais um ano de recordes na formalização de negócios”, afirmou a secretária.
Entre as medidas, estão a modernização da Junta Comercial, a simplificação do processo de abertura de empresas e programas de capacitação específicos para empreendedoras.
Crescimento que não para
O ritmo de expansão é consistente. Em 2022, foram abertas 33.280 empresas por mulheres no estado. Em 2023, o número passou para 33.298, e em 2024 chegou a 34.862, uma alta de 4,6% em relação ao ano anterior.
Agora, apenas nos sete primeiros meses de 2025, já são quase 23 mil novos negócios femininos, sinalizando que o ano deve fechar com um recorde histórico.
Para o presidente da JUCERJA, Sergio Romay, o crescimento comprova a força transformadora das empreendedoras.
“ O empreendedorismo feminino é um motor fundamental para a economia do nosso estado. Na JUCERJA, trabalhamos para que cada vez mais empreendedoras tenham segurança e agilidade para formalizar seus negócios, simplificando e modernizando nosso sistema”, destacou Romay.
Impacto que vai além da economia
O fortalecimento do empreendedorismo feminino no Rio de Janeiro não significa apenas novos CNPJs. O movimento amplia a diversidade na gestão de empresas, promove inovação e gera impacto social direto, já que muitas empresárias contratam e capacitam outras mulheres, criando uma rede de apoio e inclusão.
Especialistas apontam que esse protagonismo ajuda a reduzir desigualdades de gênero no mercado de trabalho e contribui para o empoderamento econômico feminino, com reflexos positivos em toda a sociedade.
Os desafios ainda presentes
Apesar dos avanços, as empreendedoras continuam enfrentando barreiras como dificuldade de acesso a crédito, acúmulo de responsabilidades domésticas e preconceitos estruturais. A criação de linhas de financiamento específicas, programas de mentoria e redes de apoio são apontados como passos fundamentais para consolidar o movimento.
Futuro promissor para as empreendedoras
O cenário atual projeta um futuro promissor: se a tendência de crescimento se mantiver, em breve os negócios femininos poderão ultrapassar a marca de 50% das novas empresas no estado.
Histórias como a de Chaienne inspiram novas gerações de empreendedoras, provando que a soma de coragem, inovação e apoio pode transformar sonhos em realidade e que cada empresa aberta por uma mulher representa uma vitória coletiva para o Rio de Janeiro.
Mais do que estatísticas, o avanço do empreendedorismo feminino no Rio de Janeiro traduz a força da mulher como agente de transformação. Ao enfrentar desafios, criar oportunidades e impulsionar comunidades inteiras, as empreendedoras fluminenses reafirmam que investir nelas é investir em um futuro mais justo, inovador e inclusivo para todos.











