No mês do Empreendedorismo Feminino, histórias de especialistas em desenvolvimento infantil mostram como o amor e a dor podem impulsionar carreiras e impactar milhares de famílias
O Brasil apresenta um cenário de apenas 34% das empresas no Brasil que são lideradas por mulheres, segundo o Sebrae (2024). Diante dessa realidade, mulheres decidem usar suas histórias de vida como uma forma de empreender.
Esse é o caso da neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi e a fonoaudióloga Angelika dos Santos Scheifer, duas mulheres que converteram seus desafios como mães em trajetórias de sucesso na área infantil, hoje reconhecidas por seu impacto positivo sobre o desenvolvimento de crianças e o acolhimento de famílias em todo o país.
Propósito e empreendimento
A virada de chave aconteceu a partir de histórias pessoais. Silvia é mãe de Valentina, de 8 anos, diagnosticada com autismo nível 1 de suporte. O diagnóstico da filha foi o ponto de partida de uma jornada de aprendizado e reinvenção.
“Eu mergulhei no universo do autismo não apenas como mãe, mas como profissional em busca de soluções reais para crianças e famílias que, como a minha, precisavam de acolhimento e caminhos possíveis”, conta.
Hoje, Silvia é fundadora da Potência – Desenvolvimento Infantil, uma rede de clínicas multidisciplinares que se consolidou como referência no Rio de Janeiro, com unidades em Campo Grande, Pechincha e Vila da Penha. Sua missão vai além do tratamento: ela busca fortalecer o protagonismo das famílias e ampliar o olhar sobre o potencial das crianças atípicas.

Amor materno que molda histórias
A história de Angelika também nasceu do amor materno. Quando o filho Arthur apresentou atraso na fala, ela se dedicou intensamente a estudar, compreender e buscar estratégias eficazes para estimular o desenvolvimento infantil. A experiência pessoal despertou nela o desejo de compartilhar conhecimento com outras famílias, e foi assim que surgiu o curso Manual da Fala, um projeto digital que já alcançou milhares de pais em todo o Brasil.
“A minha dor virou minha missão. Percebi que muitas famílias viviam o mesmo desespero que eu, sem saber por onde começar. Empreender foi uma forma de transformar esse aprendizado em rede de apoio”, explica Angelika.

Inspiração para outras mulheres
Histórias como as de Silvia e Angelika representam a força do empreendedorismo feminino movido por propósito. Elas uniram conhecimento técnico, sensibilidade e coragem para criar negócios que fazem diferença, e inspiram outras mulheres a enxergarem no desafio uma oportunidade de transformação.
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Imagem: freepik












