Espécie típica de regiões polares foi monitorada por autoridades e devolvida ao mar após mobilizar operação em área urbana de Maricá.

Na última terça-feira (22), um elefante-marinho foi flagrado descansando na Praia de Jaconé, em Maricá (RJ). O animal, nativo das regiões antártica e subantártica, chamou a atenção por estar fora de seu habitat natural e foi isolado por autoridades locais para garantir a segurança de todos.
Segundo o Médico Veterinário especialista em animais marinhos Felipe Torres, o isolamento foi necessário para evitar possíveis ataques, já que o animal pode reagir de forma agressiva caso se sinta ameaçado. “É importante lembrar que se trata de um animal selvagem, com comportamento imprevisível e que pode carregar microrganismos desconhecidos ao corpo humano, representando riscos à saúde”, alertou.
O elefante-marinho foi avistado novamente na sexta-feira (24) por volta das 17h, adentrando o canal que liga o mar à Lagoa de Guarapina . A Secretaria de Pesca de Maricá foi acionada e iniciou o monitoramento da movimentação do animal.
“Recebi imediatamente uma determinação do prefeito para acompanhar o caso de perto”, afirmou Xandi de Bambuí, secretário de Pesca de Maricá. Xandi também afirma que o animal foi localizado por volta das 20h em uma área de mangue, onde permaneceu sob observação da equipe até o momento do resgate.
A operação de resgate foi realizada por uma equipe da Secretaria de Pesca, que cercou o animal próximo ao Rio Doce durante o monitoramento e o conduziu de volta ao mar, garantindo que ele seguisse seu caminho em segurança. Segundo relatos, o elefante-marinho quase entrou em um novo canal da região, mas foi devolvido ao mar sem maiores dificuldades.
Por que esses animais aparecem na costa brasileira no inverno?
De acordo com o Veterinário Felipe Torres o surgimento de animais como o elefante-marinho na costa brasileira está relacionado às correntes marítimas. “A corrente das Malvinas, que vem do sul e se intensifica no inverno, pode carregar animais como esse para longe de seu habitat, trazendo-os até o litoral do Brasil”, explicou.
O que fazer ao avistar um animal como esse?
A recomendação principal é manter distância e acionar imediatamente os órgãos competentes da cidade, como secretarias de meio ambiente e pesca. Caso o animal apresente sinais de ferimentos, é importante informar também órgãos especializados em monitoramento da fauna marinha.
“Nunca tente se aproximar ou tocar o animal”, reforça Felipe Torres. “Além do risco de ataque, há perigo biológico devido à possível transmissão de microrganismos desconhecidos para o corpo humano.”











