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Entenda por que a dor nas mãos é comum e como aliviá-la durante a gravidez.
Entre as diversas mudanças físicas e emocionais da gestação, a dor nas mãos está entre as queixas mais comuns – mas nem sempre as gestantes percebem que o incômodo tem relação com a gravidez. Formigamento, dormência e desconforto podem se fazer presentes ao longo de toda a espera pelo bebê.
A condição pode estar associada à compressão do nervo mediano, que percorre o punho e é responsável pela sensibilidade e movimento de parte da mão. As causas mais comuns para o aparecimento dos sintomas – principalmente no pós-parto -, estão relacionadas à retenção de líquidos, muito comum durante a gravidez, e as alterações hormonais, que favorecem o inchaço e pressionam estruturas como tendões e nervos.
Nestes casos, duas síndromes costumam ser as principais responsáveis por esses sintomas durante a gravidez: a Síndrome do Túnel do Carpo (STC) e a Tenossinovite de De Quervain – também conhecida como “tendinite das mães”.
O que é a Síndrome do Túnel do Carpo (STC)?
A condição ocorre quando o nervo mediano, que passa por uma estrutura estreita no punho chamada túnel do carpo, é comprimido devido ao inchaço e à retenção de líquidos, que são efeitos diretos das alterações hormonais da gravidez. Entre os principais sintomas que podem interferir na rotina da gestante estão a dor no punho e na mão, dormência ou formigamento nas mãos e nos dedos, queimação ou sensação de choques nas mãos e fraqueza – que dificulta atividades simples do cotidiano.

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Tenossinovite de De Quervain: a dor que afeta mães no pós-parto
Outra condição comum nesse período é a Tenossinovite de De Quervain, uma inflamação dos tendões que controlam os movimentos do polegar. Essa tendinite costuma surgir ou se agravar no puerpério, quando quem acabou de ter um filho(a) passa a realizar movimentos repetitivos ao cuidar do bebê – como segurá-lo, amamentar ou dar banho. A dor nas mãos tende a piorar com o uso da mão afetada e pode até limitar a realização de tarefas simples.

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Principais causas
As causas estão diretamente ligadas às mudanças hormonais típicas da gravidez. Hormônios como estrogênio e progesterona, por exemplo, contribuem para a retenção de líquidos e, consequentemente, inchaço dos tecidos, o que leva à compressão de nervos e tendões. Além disso, o ganho de peso pode interferir na circulação linfática, acentuando o acúmulo de líquidos nos punhos e nas mãos.
Diagnóstico, tratamentos e prevenção
O diagnóstico clínico é realizado por um médico ortopedista especializado em mãos, com base no relato da paciente e no exame físico. Quando necessário, podem ser solicitados exames como ultrassonografia ou ressonância magnética – ambos seguros durante a gestação, por não utilizarem radiação. Essas imagens permitem uma visualização mais precisa das estruturas afetadas.
Ao identificar qualquer sinal de dor, dormência ou limitação de movimento, a pessoa gestante deve procurar atendimento especializado. Geralmente, o tratamento inclui o uso de órteses (talas) para imobilizar e proteger a região, além de sessões de fisioterapia ou terapia ocupacional. Para cada caso, o médico especializado recomenda o melhor tratamento.
Algumas medidas ajudam a reduzir os impactos dos sintomas: moderação ao consumo de sal, hidratação constante, exercícios físicos regulares, evitar roupas e calçados apertados, alimentação equilibrada, entre outros.
A dor nas mãos durante a gestação não deve ser ignorada. Com acompanhamento médico adequado, é possível tratar os sintomas e garantir mais conforto durante a gestação. Apenas um profissional poderá indicar o tratamento mais seguro, respeitando as particularidades da gravidez.












