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Entenda: dor crônica no ombro pode ser sinal de alerta

Foto: Divulgação/ ombroecotovelodf.com.br

A dor persistiu? Busque uma avaliação médica

A dor crônica no ombro é uma das principais causas de limitações funcionais entre os adultos. Movimentos simples como vestir uma camisa ou até mesmo levantar o braço tornam-se atividades dolorosas e, em alguns casos, inviáveis. Segundo o Dr. Gustavo Barboza de Oliveira, ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), é essencial estar atento aos sinais persistentes de dor ou limitação articular.

Dentre os sinais considerados um alerta para a busca de avaliação médica estão a dor persistente após o repouso ou uso de medicamentos, dificuldade para levantar o braço ou realizar tarefas simples do dia a dia, desconforto acentuado durante a noite, inchaço ou sensação de calor na região do ombro e sensação de fraqueza ou perda de força nos movimentos cotidianos. 

“A dor no ombro que não melhora com repouso ou medicação deve ser investigada. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de recuperação com tratamentos menos invasivos”, afirma o médico.

Além do impacto individual, o problema também tem reflexos sociais e econômicos. O ombro, por ser a articulação com maior probabilidade de movimento do corpo humano, é uma das principais causas de afastamento do trabalho. Segundo dados do Ministério da Previdência e do Trabalho, em 2021, lesões nessa região afastaram 22.761 pessoas por mais de 15 dias, gerando concessão de benefícios pelo Regime Geral de Previdência Social (INSS). 

Quais são as causas dessa dor crônica? 

Entre as principais causas de dor no ombro estão as lesões nos tendões do manguito rotador, a bursite (inflamação da bursa, pequena bolsa que reduz o atrito entre os tecidos), a capsulite adesiva – também conhecida como “ombro congelado” – , a artrose (desgaste da cartilagem nas extremidades dos ossos), entre outras condições. Antes de indicar cirurgia, os médicos geralmente optam por um tratamento conservador, com foco no alívio dos sintomas e na recuperação da mobilidade. Nesse caso, é comum o uso de anti-inflamatórios e analgésicos. Mas atenção: só inicie o uso de qualquer medicação com orientação médica, considerando suas condições de saúde.

Foto: Reprodução/ robertoranzini.com.br

Além disso, infiltrações com corticosteroides ou ácido hialurônico podem ser indicadas em situações mais complexas ou quando os métodos convencionais não atingiram o resultado esperado. Essas aplicações são realizadas por especialistas e têm o objetivo de reduzir o processo inflamatório de maneira mais localizada.

Tratamento cirúrgico: quando é recomendado? 

A cirurgia no ombro é indicada quando o paciente apresenta dores persistentes e limitações nos movimentos, mesmo após meses de tratamento conservador com fisioterapia, uso de medicamentos e mudanças nos hábitos diários. As principais condições que podem exigir intervenção cirúrgica incluem lesões do manguito rotador, que afetam os tendões responsáveis pelos movimentos do ombro; instabilidade articular, frequentemente observada em pessoas com histórico de luxações recorrentes; osteoartrose, que provoca a degeneração progressiva da articulação e dores contínuas; lesões no lábio glenoidal, estrutura essencial para a estabilidade do ombro; e fraturas graves, que não se consolidam de forma adequada apenas com imobilização. Em casos como esses, a cirurgia pode ser necessária para restaurar a funcionalidade e aliviar o desconforto, devolvendo qualidade de vida ao paciente.

“Quando os sintomas afetam a qualidade de vida e limitam atividades simples, como dirigir ou carregar um objeto leve, pode ser o momento de considerar a cirurgia. Adiar essa decisão pode agravar o quadro e tornar a recuperação mais difícil”, explica o Dr. Gustavo.

Para evitar que a dor no ombro se torne um obstáculo permanente, é fundamental adotar uma postura preventiva e buscar atendimento especializado. Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, é possível recuperar os movimentos, aliviar o desconforto e retomar a rotina com segurança. A dor no ombro não precisa ser aquele incômodo que não passa. 

 “O mais importante é não normalizar a dor. Hoje, temos recursos eficazes tanto para tratamento conservador quanto cirúrgico, com alto índice de sucesso. O primeiro passo é procurar ajuda”, finaliza o médico. 

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