Foto: Divulgação/Fortaleza
Em meio a sequência negativa e pressão interna, Vojvoda se despede do Fortaleza após 310 jogos e uma era de conquistas.
Considerado o maior técnico da história do Fortaleza, Juan Pablo Vojvoda foi demitido nesta segunda-feira (14), após mais uma derrota do clube no clássico contra o Ceará. O revés diante do maior rival agravou a crise no time, que agora se encontra na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A e soma nove jogos seguidos sem vencer na competição.
A demissão põe fim a um dos ciclos mais longevos e consistentes do futebol nacional nos últimos anos. Vojvoda esteve à frente do Leão do Pici por cinco temporadas, um feito raro em um cenário onde a média de permanência de treinadores na elite do futebol brasileiro gira em torno de seis meses.
Foram 310 jogos, com 145 vitórias, 77 empates e 88 derrotas. Muito mais do que números, Vojvoda entregou identidade, competitividade e conquistas históricas. Entre os títulos levantados estão três Campeonatos Cearenses (2021, 2022 e 2023) e duas Copas do Nordeste. Mas os feitos marcantes talvez tenham sido as campanhas nacionais e internacionais:
- Semifinal da Copa do Brasil (2021)
- Participações inéditas em três Libertadores (2022, 2023 e 2025)
- Finalista da Sul-Americana (2023)
- G-4 do Brasileirão em duas temporadas (2021 e 2024)
Tudo isso com um elenco mais limitado financeiramente em comparação a outros gigantes do futebol nacional, mas sempre competitivo, marca registrada de seu trabalho.
Mesmo vivendo uma má fase em 2025, o treinador demonstrou em coletiva no domingo (13) o desejo de permanecer e reverter o momento. No entanto, uma reunião na sede do clube nesta segunda definiu sua saída. Entre os nomes cotados para assumir o comando técnico estão Luis Zubeldía, ex-São Paulo, e Ramón Díaz, que recentemente passou por Vasco e Corinthians.
Com sua saída, Vojvoda deixa também um vácuo importante no futebol brasileiro: o de um técnico com projeto, continuidade e identidade clara. Ele integrava um seleto grupo de treinadores longevos no Brasil. Agora, os técnicos há mais tempo no cargo na elite são:
- Abel Ferreira (Palmeiras): 4 anos e 8 meses
- Jorge Castilho (Maringá): 4 anos e 2 meses
- Rogério Ceni (Bahia): 1 ano e 10 meses
- Rogério Corrêa (Volta Redonda): 1 ano e 5 meses
- Ricardo Catalá (São Bernardo): 1 ano e 2 meses
A saída de Vojvoda marca o fim de uma era no Fortaleza e deixa uma pergunta no ar: quem será capaz de manter o clube no mesmo nível competitivo nos próximos anos?













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