Foto: Natália Anjos
Apresentação gratuita une dança, capoeira e ballroom em performance que reflete a criatividade da Baixada Fluminense.
O espetáculo de dança “Do alto eu crio, brinco, danço” estreia no dia 12 de setembro, no Teatro Firjan SESI Caxias, em apresentação única e gratuita. A obra leva para o palco a laje como espaço simbólico de resistência, criação e reinvenção cotidiana, um território central para a identidade cultural da Baixada Fluminense.
A laje como universo reinventado
A montagem é produzida pela companhia Alarcon Picanço Criações e reúne três artistas de trajetórias distintas. O capoeirista Canela Monteiro, a bailarina clássica e contemporânea Ester Machado e o performer de ballroom Lucas Fonseca compartilham a cena sob direção de movimento de Bruno Alarcon.
Segundo o diretor, a proposta foi transformar a laje em um “plano suspenso” e em um “universo paralelo”. No palco, esse imaginário se concretiza em entradas surpreendentes: um artista surge pendurado, outro escala a plateia e o terceiro ocupa o palco. O jogo de planos evoca o alto como símbolo de liberdade e de invenção.
Música que reflete o cotidiano
A trilha sonora, criada por Paulo Richard Ramos, mistura ruídos cotidianos da Baixada Fluminense. Sons de aviões, motos e até caixas de gás atravessam a composição. O recurso sonoro conecta a obra ao território onde foi concebida, ao mesmo tempo em que desloca a percepção da plateia para uma dimensão lúdica.
“O entorno continua a mover, mesmo dentro do espetáculo. É esse diálogo que transforma a laje em espaço vivo e reinventado”, explica Alarcon.

“O entorno continua a mover, mesmo dentro do espetáculo. É esse diálogo que transforma a laje em espaço vivo e reinventado”, explica Alarcon.
Foto: Natália Anjos
Companhia premiada na cena cultural
Fundada em 2016, a Alarcon Picanço Criações consolidou sua atuação na Baixada Fluminense ao trazer temas locais para a dança e o teatro contemporâneo. Em 2020, recebeu o prêmio Ondas da Cultura, concedido pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e foi contemplada pelo edital Funarte RespirArte.
O grupo já circulou por diversos festivais nacionais, sempre propondo trabalhos que cruzam linguagens e reafirmam o protagonismo artístico da região.












